Mesmo após anunciar contratação direta, Susam firma novo contrato de R$ 5,8 milhões com cooperativa mau pagadora

Na contramão do que foi anunciado pelo governador Wilson LIma e da aprovação de uma Lei para acabar com a terceirização dos serviços de saúde, possibilitando a contratação direta dos profissionais pela Secretaria de Estado da Saúde (Susam), o governo do Estado voltar a contratar cooperativa médica para a prestação de serviços de saúde. No dia 9 de dezembro, ou seja, cinco dias após a aprovação de um Projeto de Lei que autoriza a contratação direta de pessoal sem passar pelas empresas, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), no último dia 4, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) firmou mais um contrato com a Cooperativa  de Enfermeiros do Amazonas (Coopeam), no valor de R$ 5,8 milhões, por doze meses.

A Coopeam é uma das empresas que presta serviços para o Governo do Estado e constantemente é acusada de não pagar os enfermeiros e técnicos contratados por ela. No mais recente protesto, cerca de 50 servidores da maternidade Ana Braga, na zona Leste, cobraram quatro meses de salários atrasados.

A informação do novo ‘acordo’ consta no termo de contrato n° 045/2019, assinado pelo secretário de Saúde, Rodrigo Tobias de Sousa Lima e que foi publicado no Diário Oficial do Governo, no último dia 9. (Veja documento no final da matéria)

Segundo a publicação, a Coopeam foi contratada para a prestação “de serviços de enfermagem hospitalar (enfermeiros), em regime de plantões ininterruptos a serem prestados nas unidades de saúde”. O contrato tem vigência de 12 meses, a contar do dia 02/12/2019 a 30/11/2020, no valor global de R$ 5.868.762,00 (cinco milhões, oitocentos e sessenta e oito mil, setecentos e sessenta e dois reais).

Em consulta no site da Secretaria de Estado da Fazenda do Amazonas (Sefaz-AM), o Radar apurou que desde 2011, a cooperativa já assinou outros seis contratos com a Susam, que somam mais de R$ 32 milhões.

O Radar procurou a assessoria de imprensa da Susam para saber por qual razão o Governo do Estado firmou novo contrato com a Coopeam – conhecida por ter um histórico de “mau pagadora” – mesmo após aprovação dessa PL, que foi defendida pelo atual Governo como uma das estratégias para evitar os atrasos de salários de servidores da saúde, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

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