Mesmo com contrato de R$ 17 milhões do governo, prefeitos dizem que estão pagando para levar vacina para o interior do Amazonas

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Os prefeitos dos municípios do interior do Amazonas, reclamam que estão sendo obrigados a pagar o frete de aeronave para buscar as vacinas contra a Covid-19 em Manaus. A informação foi denunciada pelo deputado estadual Wilker Barreto na manhã desta quarta-feira (17), durante sessão da  Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). O parlamentar ressaltou que o problema de logística acontece mesmo após governo do Estado, ter contratado uma aeronave bimotor pelo valor de R$ 17 milhões para “atender as necessidades da Casa Militar e ao combate da Covid-19”. O extrato da contração da aeronave foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) do dia 05 de março. (veja documento no final da matéria).

Destinada para a “operação logística para a entrega de vacinas e insumos ao Combate da pandemia”, a aeronave modelo BEM 120 (Brasília Turbo Bimotor) da Rico Táxi Aéreo não está atendendo os municípios, e por isso há mais de 10 mil doses da vacina que não foram retiradas pelas prefeituras.

“Quem está pagando a conta para levar a vacina são as prefeituras do interior. Não consigo entender, um contrato do bimotor que era de R$ 4 milhões em 2020 agora, em 2021, passa para R$ 17 milhões, e quem paga a conta são os prefeitos”, revelou Wilker.

Barreto também lembrou que as prefeituras sofrem com recursos escassos e pediu investigação da Casa Legislativa.

“Um das justificativas do aumento do valor da aeronave está no ‘item D’ do projeto básico, que fala sobre operação logística para a entrega de vacinas e insumos ao combate da Covid-19. Os prefeitos não podem tirar recursos que já não têm nos municípios. São esses contrassensos que a Aleam precisa investigar”, afirmou.

Operação Festival de Parintins e Festejos

Outro questionamento do parlamentar gira em torno do Festival Folclórico de Parintins, citado na justificativa desta licitação. “No ‘item C’ da licitação desta aeronave está com um dos fins para a contratação do jatinho a de “agilizar o transporte na operação logística junto ao festival folclórico de Parintins e outros festejos no interior no Amazonas”. Eu pergunto, nessa pandemia estamos com cabeça para pensar em algum tipo de festejo? Acredito que sem vacina não tem festival folclórico”, finalizou o deputado. (veja documento no final da matéria)

Veja o recorte do diário oficial

Veja o extrato do contrato

(*) Com informações da assessoria