Mesmo contrariando profissionais da educação, Wilson Lima determina retorno às salas de aula no AM na próxima terça (1)

Marcellus Campêlo, secretário de saúde ao lado do governador Wilson Lima

Desconhecendo a possibilidade de uma terceira onda de Covid-19 e contrariando os profissionais da educação que ainda não estão totalmente imunizados contra a doença, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC) determinou o retorno às aulas semi-presenciais na rede estadual de ensino,  partir da próxima terça-feira (1°).

Segundo Wilson Lima e o secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, existe “uma estabilidade nos casos de contágio da Covid-19 no Amazonas, assim a ocupação dos leitos de UTI também está estável”.

De acordo com o último relatório da Fundação de Vigilância Sanitária (FVS-AM) os índices da taxa de ocupação em leitos clínicos chegam a 35% e os leitos de UTI possuem 60% de ocupação, sendo 80% dos leitos para atendimento de doenças respiratórias como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARV).

O governador e o secretário de Saúde afirmam já ser possível o retorno de alunos e professores às salas de aula alegando que iniciou a vacinação na última quarta-feira (17). Por outro lado, os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam) e do Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom/Sindical) defendem o retorno das aulas de forma presencial somente após a segunda dose da vacina.

“Não é justo que bares, restaurantes e eventos estejam liberados e as crianças estejam em casa. Criança em casa é criança na rua e não é isso que queremos. Todas as escolas estão preparadas para receber os alunos, com álcool, mascaras e o distanciamento social”, destacou Lima.

“Quer dizer que a propaganda do próprio governo e da prefeitura é mentirosa, já que a propaganda diz que só existe imunização com duas doses da vacina. E como é que os professores estão vacinados com apenas uma dose”, contesta o coordenador de Comunicação da Asprom, Lambert Melo, dizendo que também é uma mentira descarada dizer que as escolas públicas têm estrutura adequada de cumprimento das normas sanitárias contra a Covid-19.

O funcionamento dos demais serviços continuam sem alteração no decreto governamental que será publicado na próxima segunda-feira (31).