Mesmo sem biometria, medidas para evitar o contágio pelo coronavírus podem tornar votação mais demorada

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Fotos: immi-canada.com

Em virtude da pandemia de coronavírus, a Justiça Eleitoral dispensou, neste ano, identificação por meio da  biometria, que vinha ocorrendo nas eleições anteriores. Caso fosse adotado,o mecanismo de verificação de identidade iria gerar mais filas de eleitores, uma vez que seria necessário a aplicação de medidas específicas para evitar o contágio pelo vírus, com a limpeza instantânea do painel de leitura das digitais. O TSE identificou que, com a biometria, seria gasto mais da metade do tempo do eleitor para votar, uma vez que o pleito envolve os cargos de vereador e prefeito.

Mas, apesar da retirada da biometria, não garante a rapidez no processo de votação desse ano. Isto porque, mesmo sem o contato digital. o TSE determinou como regras para garantir a segurança da saúde dos eleitores, as seguintes medidas: controle de entrada rígido nos locais de votação e distanciamento obrigatório nas filas para registrar o voto. Também serão fornecidos dosagens de álcool em gel nas seções eleitorais. Em contra-partida, o TSE aumentou em uma hora o tempo da votação. E para evitar contágio dos mesários do grupo de risco, nenhum deles deverá ter 60 anos e que vai prestar o serviço eleitoral foi treinado por transmissões. Além disso vai fornecer máscaras, viseiras e álcool em gel para para os mesários e torna obrigatório o uso de máscaras para todos os eleitores.

Biometria

A biometria foi adotada pela a Justiça Eleitoral desde 2008. Em 2018, mais de 87 milhões de eleitores estavam cadastrados. Mas, em março deste ano, os tribunais eleitorais cessaram a coleta dos dados biológicos.