Meus padrinhos são todos os amazonenses que querem mudança, diz Chico Preto em entrevista na Difusora

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O candidato do Partido da Mobilização Nacional (PMN) ao Governo do Amazonas nas eleições de outubro, deputado estadual Marco Antônio Chico Preto, 45, explicou pontos do seu programa de governo, na quarta-feira, 23, durante entrevista na rádio Difusora. Diante de comentários feitos pelo radialista Valdir Corrêa sobre “boatos” maldosos quanto a sua candidatura, Chico Preto deixou claro que é uma candidato independente e os seus padrinhos são todos os amazonenses que querem mudanças.

Durante a entrevista ao radialista Valdir Corrêa, o candidato do PMN apontou como principais propostas do seu programa a criação do PAC da Família, com psicólogos, assistentes sociais, médicos especialistas, e toda a estrutura para fazer o acompanhamento adequado ao dependente químico, mas dando atendimento especializado também aos seus famíliares. “Uma família nunca está preparada para receber uma notícia como essa, para se deparar com um problema tão terrível”, disse Chico Preto.

Universidade e setor primário

Outro projeto destacado por Chico Preto é a implantação da Universidade do Software, onde os jovens amazonenses receberão a devida formação na área de tecnologia para garantir mão de obra qualificada à indústria local, e dar competitividade à ZFM. Com isso, a indústria local não precisaria mais importar mão de obra de outros Estados, o que faria também com que nossos jovens tivessem emprego garantido e perspectiva de futuro.

Chico Preto disse ainda que no seu Governo pretende que o setor primário receba mais investimentos. Ele disse ser inadmissível que a economia do Amazonas seja dependente da Zona Franca de Manaus (ZFM) quando a nossa região possui tanta riqueza. “A nossa biodiversidade abre um leque de possibilidade nos setores de cosméticos e medicamentos”, lembrou Chico Preto, acrescentando: “O nosso setor primário tem sido renegado há anos e tem servido como moeda de barganha para trocar por apoio político. Hoje, o investimento no setor primário é menor que 1%. Com esse nível de investimento não se desenvolve a cultura do açaí, do guaraná, da castanha, da pupunha, e do peixe, da piscicultura”.

Ele apontou como absurdo o fato de que o Amazonas anda comprando peixe de Rondônia e Roraima para consumo interno. “Veja quão ruim nosso setor primário está. Eu tenho um projeto como deputado que prevê pelo menos o triplo do investimento atual, ou seja 3% de toda a receita do Estado, equivalente a um investimento R$ 300 milhões, no setor primário. Meu sonho é que um dia, no Brasil ou no mundo, não se peça qualquer açaí, apenas o acaí do Amazonas, e que nosso Estado seja o maior produtor de pescado do País e até do mundo”, exemplificou CHico Preto.

Mais serenidade

Ao falar sobre os demais candidatos ao governo do Estado, Chico Preto disse que o governador José Melo precisa ter serenidade nas ações e não prometer além da sua capacidade de executar para não comprometer, engessar e inviabilizar, o futuro governo.

O candidato não se recusou a responder qualquer que fosse a pergunta, até mesmo quando Waldir Corrêa pediu que ele fizesse uma avaliação sobre Governos anteriores, comparando as gestões de   Omar e Braga, hoje candidatos ao Senado e ao Governo, respectivamente, em coligações adversárias, mas que antes eram aliados no mesmo o grupo político, do qual Chico Preto também fazia parte.  Ele disse que Braga tem grande capacidade de gestão, mas é uma pessoa de trato difícil, enquanto Omar é um administrador forte em relacionamento com todos os segmentos de Governo e da sociedade, mas teve pontos fracos na gestão de programas do Governo, como por exemplo, o Ronda no Bairro. ” Ele perdeu um pouco da mão, do pulso na gestão do programa e as reclamações da população são muitas sobre deficiências no atendimento feito pelo Ronda no Bairro à população”, define Chico Preto

“Nós pretendemos aproveitar as boas ideias, as boas iniciativas, e promover mudanças com responsabilidade, bem como implantar um governo pautado na eficiência, ousadia e na transparência”, adiantou. No que diz respeito ao combate e prevenção às drogas Chico Preto revelou que além da reestruturação da Polícia Federal no Amazonas, pretende propor ao governo federal a implantação de um plano especial para as fronteiras, com a presença constante do Exército para fortalecer o combate a entrada de entorpecentes em solo brasileiro.

“Na área da segurança pública nós pretendemos investir, também, na maior qualificação dos policiais e no fortalecimento da Corregedoria, porque não toleramos bandidos de farda, além do aprimoramento da inteligência, para podermos fazer frente ao crime organizado”. “Vamos aproximar as escolas das famílias, para que elas passem a fazer parte da comunidade e tenham os seus espaços utilizados nos horários ociosos para a prática de esportes pelos nossos jovens. As famílias vão ter um ombro amigo nas escolas e no PAC da Família. As drogas roubam os nossos sonhos e o combate e a prevenção ao uso das drogas é um desafio que precisa ser enfrentado por todos”, destacou.

Ao responder a uma pergunta de um ouvinte, Chico Preto também assumiu o compromisso de – eleito governador -, colocar um ponto final na falta de organização registrada hoje na Manaus Moderna e desenvolver ações destinadas a modernizar o embarque e desembarque de passageiros e cargas naquela área da cidade.