Microempresária que mudou depoimento a favor de Adail fechou contratos com a Prefeitura no valor de R$ 2,7 milhões

Microempresária que mudou depoimento a favor de

A microempresária que desqualificou na Justiça Eleitoral depoimento dado por seu próprio pai, o também microempresário José Antonio Moreira Afonso, e que voltou atrás na denúncia que ela própria tinha feito, em dezembro de 2012, à Polícia Federal e ao Ministério Público do Estado (MPE), de que os nomes de sua empresa, Adriane S. Afonso – ME, e da empresa de seu pai, a J.A.M. Afonso (nome fantasia JA Gás), e até as contas bancárias de pessoa jurídica, tinham sido usadas indevidamente pelo então candidato a prefeito Adail Pinheiro para justificar gastos de campanha, com doações que nunca existiram, fechou contratos com a administração de Adail Pinheiro que atingem o valor de R$ 2,7 milhões.

No Diário Oficial dos Municípios do Amazonas(DOM), datado do dia 19/03/2013, edição 0805 (ver DOM no final da matéria), está publicado o resultado do Pregão Presencial  012/2013, onde a microempresa  de Adriane Afonso, de mesmo nome que a proprietária, uma simples distribuidora de refrigerantes,cerveja, e gás de cozinha,  numa esquina de rua em Coari (ver foto), ganha um Registro de Preço para fornecer 25 mil recargas de cilindros de oxigênio medicinal, segundo a publicação “para atender a demanda da Secretaria Municipal de Saúde de Coari” , no valor de R$ 1,7 milhões.

botijao45kgvazio-300pxEm outra publicação do DOM, datada do dia 29 de abril de 2013, edição 028/2013 (ver DOM no final da matéria), a distribuidora de Adriane Afonso ganha mais um Pregão Presencial, se qualificando para fornecer 20 mil botijas de gás de 13kg e 1.000 botijas de 45 quilos para “atender as necessidades da Secretaria Municipal de Educação”, no valor total de R$ 1 milhão. Além do absurdo de uma distribuidora de pequeno porte como a de Adriane Afonso ganhar o fornecimento de 21 mil botijas de gás, resta saber onde vão ser consumidas essas 21 mil botijas, mesmo sendo fornecimento previsto para um ano, já que em Coari, na sede só há 3 escolas de ensino fundamental, 6 de educação infantil e 3 creches. Na zona rural, há apenas 8 escolas de alvenarias, e cerca de 100 unidades de ensino sem estrutura, ou em locais improvisados, que não recebem regularmente nem a merenda escolar, que dirá carga de gás.  Mas inexplicável ainda é saber onde vão ser utilizadas as botijas de 45 kg, utilizadas comumente em cozinhas industriais. Nas escolas de Coari, sem exceção, só se utilizam as botijas comuns, a de 13 kg.

Deixando ainda mais visíveis os sinais de que tem “algo de podre no reino de Coari”, a própria microempresária nega fornecer botijas de 45kg. Através da internet,em uma página em que Adriane Afonso divulga os produtos fornecidos por sua distribuidora (o Radar traz o link pra nossos leitores, http://www.viagensenegocios.com.br/web/pesquisa/fotopagina.php?idFotopagina=81, copie e cole o link no seu navegador), nem sequer há citação sobre a venda de botijas de 45 kg. Não precisa nem dizer que cilindro de oxigênio medicinal, esse é que não tem mesmo para fornecimento. Mas, o Radar descobriu, através do Site Transparência que, mesmo antes de ganhar os contratos milionários, Adriane Afonso, já começou a receber, em janeiro de 2013, da Prefeitura de Coari uma “graninha” – se comparada com as cifras milionárias dos contratos – no valor de R$ 29.400,00 (vinte e nove mil e quatrocentos reais) – não nos pergunte qual foi o fornecimento porque não está especificado no empenho. O que dá pra concluir é que a microempresário Adriane Afonso teve milhões de motivos para mudar seu depoimento a favor de Adail Pinheiro, e desmentir até seu próprio pai na Justiça, não é mesmo? (Any Margareth)

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