Milhões do ensino à distância seriam o motivo para a imprensa local enxergar viatura em matagal e crime eleitoral

Melo Seringa montagem

Vocês lembram como a população de Manaus e do interior do Estado passou todo o período eleitoral reclamando da falta de viaturas e efetivo policial do Ronda no Bairro, o que fazia com que bandidagem agisse livremente? Pois, não é minha gente, que foi só passar as eleições pra imprensa achar viaturas do Ronda no Bairro jogadas por tudo que é canto da cidade, até no matagal! Do mesmo jeito tem veículo de comunicação local que só agora, após as eleições, é que fala em uso da máquina pública pelo governador em sua campanha à reeleição, e até existência de Caixa 2.

Mas, a estranheza aqui da turma do Radar pelo surgimento do que o cantor Cazuza classificou de “museu de grandes novidades”, em sua música “O Tempo não para”, foi explicada por um dos nossos leitores que convive de perto com as disputas de poder – sinônimo de contratos milionários – no município e no Estado.  A explicação para o aparecimento de tantas verdades, somente vistas após a eleição, seria nada menos do que a disputa pelos contratos do chamado ensino à distância no Amazonas, realizado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O contrato da Seduc para o ensino à distância, segundo a fonte do Radar, deve atingir R$ 19 milhões, já que por decisão do governador vai ser reajustado, e o contrato da UEA para o programa de educação à distância é de R$ 10 milhões.

Esse seria o “preço” do “jornalismo verdade” e o motivo para tanta “imparcialidade” de imprensa. E seja pra que lado o governador “pobre e humilde filho de seringueiro” pender na escolha por quem ficará com esses contratos, vai levar muita “borrachada” do outro lado, da chamada imprensa livre!

Pede pra sair!?

E quem ficou no meio do fogo cruzado do “jornalismo verdade”, segundo a fonte do Radar, foi o proprietário da empresa Jobast, Jorge Bastos, produtora responsável pela geração e transmissão de aulas via satélite para o interior do Estado  –  lembram da matéria do Radar sobre a pendenga do Governo com a empresa que deixou 47 mil alunos sem aulas do ensino à distância no ano passado?

As notícias que chegaram ao Radar são que ele vai ter que sair da concorrência pelos contratos do ensino à distância por livre e espontânea pressão, ou seja , se não pedir pra sair além de ficar sem o contrato, ainda vai ficar sem receber o que o governo lhe deve. Ele é uma das “vítimas” da tal “imparcialidade de imprensa”, que nunca está de um lado, nem de outro, mas apenas do seu próprio lado.