Ministério da Saúde avalia vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos contra Covid

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O governo federal, através do ministro da Saúde Marcelo Queiroga, disse nesta terça-feira (6) que verifica a possibilidade de vacinar adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades contra a Covid-19. A declaração foi dada durante anúncio à imprensa, no Palácio do Planalto.

“Discutimos a vacinação dos adolescentes de 12 a 17 anos para verificar se já podem ser contemplados aqueles que têm comorbidades”, explicou o titular da Saúde.

No início da tarde, Queiroga recebeu o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), em seu gabinete. O gestor municipal entregou ofícios pedindo abertura de leitos e um documento solicitando a vacinação de menores de idade.

“A opinião do ministro foi favorável à vacinação [de menores de idade]. A questão vai ser levada ao Programa Nacional de Imunização para definição, mas ele externou que é favorável. Deve se encaminhar para acontecer, até por conta das experiências dos outros países”, afirmou Nunes.

Durante o anúncio à imprensa no Planalto, Queiroga disse que também estuda incluir os profissionais de imprensa, que estão na linha de frente, no PNI.

Vacinação de adolescentes

No dia 11 de junho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a indicação da vacina da Pfizer contra a Covid-19 para pessoas com 12 anos de idade ou mais.

O imunizante Cominarty já estava autorizado no país para pessoas com 16 anos de idade ou mais. Até o momento, é a única vacina no Brasil que pode ser aplicada em menores de 18 anos.

“A ampliação foi aprovada após a apresentação de estudos desenvolvidos pelo laboratório que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo”, informou a Anvisa.

O pedido da Pfizer para incluir adolescentes a partir dos 12 anos na imunização contra o novo coronavírus foi protocolado no dia 13 de maio. O prazo de avaliação da Anvisa era de até 30 dias.

Nos Estados Unidos, adolescentes entre 12 e 15 anos de idade podem ser vacinados com o imunizante desde o dia 12 de maio, após aprovação do comitê do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).