Ministério da Saúde cria comitê para monitorar o impacto da Covid-19 na população indígena de Manaus

Divulgação/Ministério da Defesa

A Secretaria Especial da Saúde Indígena do Ministério da Saúde criou um comitê para monitorar os impactos da pandemia de coronavírus na população indígena do município de Manaus. A criação consta no Diário Oficial da União desta quarta-feira (6). (Confira documento no final da matéria).

De acordo com o documento, o comitê tem como objetivo de planejar, coordenar, além de executar e supervisionar a Covid-19 nas aldeias atendidas pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI Manaus).

O comitê será comandado pelo coordenador distrital de Saúde Indígena, que poderá convocar órgãos e entidades participativas na atenção à saúde indígena e convidar representantes de instituições ou entidades, públicas ou privadas para participarem das reuniões do comitê.

Confira abaixo as localidades que serão monitoradas:

  • Anamã – etnia Ticuna
  • Autazes – etnia Mura
  • Beruri – etnias Apurinã/Mura/Tikuna
  • Borba – etnias Munduruku/Mura
  • Careiro – etnias Mura/Apurinã
  • Castanho – etinas Apurinã
  • Itacoatiara – etnias Mura/Satere-Maué
  • Manacapuru – etnia Apurinã
  • Manicoré – Mura/Tora/Tenharin/Mura-Pirahã
  • Nova Olinda do Norte – etnia Munduruku/Satere-Maué
  • Novo Airão – etninas Kambeba/Baré/Tukano/ Baniwa

Pandemia na Amazônia

Foto: Cristiam Guerreiro

De acordo com os dados mais atualizados divulgados pelo Ministério da Saúde, o estado do Amazonas registra 204,9 mil casos de covid-19, com 5.414 mortes. Já o município de Manaus apresenta uma quadro de 84.310 casos acumulados da doença, com 3.478 óbitos.

Para evitar um colapso funerário, o prefeito de Manaus, David Almeida, anunciou a criação de 22 mil novas covas nos cemitérios de Manaus, para atender o número das crescentes mortes causadas pelo novo coronavírus.

Na manhã desta quarta-feira (6), a equipe de reportagem do Radar Amazônico, esteve no cemitério Parque Tarumã na zona Oeste de Manaus, e captou imagens aéreas do terreno preparado para receber mais vítimas da Covid-19, contrastando com outras centenas de túmulos, onde foram enterradas milhares de vidas que partiram em 2020.