Ministério do Meio Ambiente propõe reduzir meta de preservação da Amazônia

(Divulgação/Imazon) Ministério defende proteger apenas 390 mil hectares, o que corresponde a um terço da área desmatada entre agosto de 2018 e julho de 2019

O Ministério do Meio Ambiente enviou um documento ao Ministério da Economia, propondo a redução da meta oficial de preservação da Amazônia. Segundo o Plano Plurianual (PPA), aprovado pelo Congresso no ano passado, consta a diminuição em 90%, o desmatamento e incêndios ilegais em todos os biomas nacionais, incluindo a Amazônia. O ofício enviado foi assinado pelo secretário executivo  do Ministério, Luís Biagioni.

Nesta nova proposta, a ideia é proteger 390 mil hectares na Floresta Amazônica, sem citar outros biomas. Importante ressaltar que essa área de proteção indicada pela pasta representa cerca de um terço da área desmatada na floresta entre agosto de 2018 e julho de 2019. Naquele período, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento foi de 976,2 mil hectares.

“Considerando todo o contexto que abarcou também a elaboração do Planejamento Estratégico do MMA verificou-se que a meta disposta no PPA 2020/2023 não poderia ser alcançada, no período proposto, dada a necessidade de implementação de todos os eixos do novo Plano, em especial, em razão da demanda da participação de tantos outros envolvidos no âmbito federal e estadual”, alegou o ministério na nota.

O ministério argumentou ainda, sobre o fato de excluir os outros biomas da meta, que não há dados disponíveis suficientes para monitorar o desmatamento nessas áreas.

Segundo reportagem do “Estado de S. Paulo”, o Ministério da Economia rejeitou a proposta do Meio Ambiente de redução da meta prevista no PPA.

Em nota divulgada à imprensa, o Ministério do Meio Ambiente disse que a meta de o Brasil acabar com o desmatamento ilegal até 2030 está mantida. A alteração do PPA, segundo a pasta, é um ajuste para o período, que não muda o objetivo final.

“Brasil já tem meta de redução de 100% do desmatamento ilegal até 2030, a qual está mantida. As metas intermediárias devem indicar os programas que serão utilizados ao longo dos próximos 10 anos para alcançar a meta total e é isso que está sendo ajustado no PPA”, apontou a nota.

(*)Informações do G1 e do Estado de São Paulo