Ministro da Justiça e Cidadania de Temer apoiou truculência policial, advogou para o PCC e Cunha

Truculencia-policial e Alexandre

Os movimentos sociais não terão vida fácil com o novo ministro da Justiça e Cidadania do presidente interino Temer, Alexandre de Moraes, levando-se em conta suas ações quando esteve à frente da Secretaria de Segurança Pública de Geraldo Alckmin (PSDB). O agora ministro disse que vai combater “atitudes criminosas de movimentos sociais durante manifestações nas ruas. Alexandre de Moraes negou abuso da Polícia Militar de São Paulo para dispersar manifestantes em protesto contra o aumento de passagens. Estudantes e jornalistas aparecem sendo agredidos por policiais em imagens que circularam pelas redes sociais.

Alexandre de Moraes não vai ser apenas ministro da Justiça e Cidadania. Ele vai ser o representante nacional de mulheres e negros, já que o presidente interino Michel Temer extinguiu o Ministério das Mulheres – para o presidente basta para as mulheres ser bela, recatada e do lar como sua esposa 43 anos mais nova que ele – da Igualdade Racial e Direitos Humanos.

O ministro tem um currículo pra lá de antipático – pra não dizer coisa pior. Ele aparece como advogado em pelo menos 123 processos defendendo a Transcooper, uma cooperativa que seria usada pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) para lavagem de dinheiro. Apesar de estar no site do Tribunal de Justiça de São Paulo como um dos advogados da cooperativa, ela nega participação nos processos. Ele também foi o advogado de defesa do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha acusado do uso de documento falso.

Como secretário de Segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, defendeu o uso de balas de borracha pela polícia diz que para controlar multidões, mesmo após casos de ferimentos graves em manifestantes, como por exemplo, a perda da visão. A denominada “arma de efeito moral” chegou a ser proibida através de Lei aprovada pelo Poder Legislativo de São Paulo,  mas o governador tucano Geraldo Alckmin vetou.

O atual ministro da Justiça, contrariando juristas e especialistas em normas legais, achou por bem não dar acesso as informações de meros boletins de ocorrência registrado pela polícia de São Paulo. Ele os tornou sigiloso por 50 anos. (Any Margareth)