Obras na Biblioteca Municipal prometem modernidade e acessibilidade

A Biblioteca Municipal João Bosco Evangelista, situada na esquina da rua Monsenhor Coutinho com a praça Antônio Bittencourt, segue sendo restaurada. Nesta semana mais de 20% das obras foram concluídas. Em homenagem aos 350 anos da capital, a Prefeitura de Manaus segue com obras intensas em diversos pontos. Além de recapeamento, outros serviços tem beneficiado áreas prioritárias, como o resgate urbanístico do centro histórico.

“O projeto de requalificação do centro histórico ganhou um novo ritmo depois que assumimos as ações com recursos da administração municipal. Isso foi possível por conta da nossa saúde financeira”, destaca o prefeito Arthur Virgílio Neto. “Ao mesmo tempo em que estamos promovendo o restauro arquitetônico de importantes prédios históricos, estamos também dotando essas estruturas com modernas instalações culturais, valorizando o passado e promovendo o encontro com o futuro”, completou.

O restauro e reforma da Biblioteca Municipal resgata características arquitetônicas do prédio, que terá adaptação ao ar moderno do século 21, incluindo sala de projeção, área de acervo em braile, um café box para atendimento aos frequentadores e itens específicos de acessibilidade, como elevador, piso tátil e banheiros para Pessoas Com Deficiência (PCDs).

Construindo valores

A previsão de entrega da biblioteca é de 10 meses, para o primeiro semestre de 2020. A empresa Biapó Construtora faz a execução da reforma e restauro, tendo sido a vencedora da licitação. Com foco em restaurações artísticas, a Biapó tem preocupação com o humano e a história presentes nas cidades onde atua.

“Somos uma empresa especializada em restauro e nós temos a preocupação de capacitar os funcionários, dando treinamento especifico na área de restauração, para que eles conheçam a história da edificação, os detalhes típicos para cada obra. E a empresa valoriza muito essa parte de qualificação dos profissionais para poder executar um bom serviço”, disse o engenheiro civil da Biapó, Jackson Veloso.

Outra curiosidade é que 90% da mão de obra é de manauaras e sete mulheres atuam em campo. “Acreditamos que ter mulheres na obra é um fator importante, agregando valor nos detalhes. Somos mais detalhistas”, afirma a servente Ana Paula Falcão.

História

O prédio datado do início do século 20 é um sobrado de características arquitetônicas ecléticas, quando Manaus experimentou o apogeu do ciclo da borracha. No edifício, durante muitos anos, ficou sediada a “Liverpool School of Tropical Medicine”, instituição fundada em 1898 e primeira no mundo dedicada à pesquisa e ao ensino em medicina tropical. Ao longo do restante do século 20, após o fechamento da escola, o edifício esteve em propriedade de particulares. No final da década de 70 e início dos anos 80, nele funcionou uma lanchonete e botequim bastante frequentado, o Pinguim.

Em 1995, o prédio foi desapropriado pela Prefeitura de Manaus. A Biblioteca Pública Municipal teve a sua primeira sede na avenida Joaquim Nabuco, passando a ocupar o endereço na rua Monsenhor Coutinho em 1997. A biblioteca tem o nome do professor, escritor e poeta João Bosco Evangelista (1938-1973), que foi um dos célebres fundadores do “Clube da Madrugada”.

O imóvel foi devidamente recuperado e adaptado para receber o acervo vasto amazônico, periódicos, entre jornais e revistas, e documentos especiais, como obras raras datadas do século 17. O prédio-sobrado foi fechado para reforma em agosto de 2011 e seu acervo abrigado, temporariamente, na Casa do Restauro, na rua Costa Azevedo. A biblioteca é vinculada à Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e integra o Sistema Nacional de Bibliotecas.

Com informações da assessoria da Semcom.