Morador de rua prevê que seria assassinado no Santa Etelvina

Foto: Jhonata Lobato

Messias Auanaris da Silva, mais conhecido como “Cabeludo” de 47 anos, foi assassinado a facadas na madrugada deste domingo (10). A brutalidade aconteceu por volta das 0h50, quando três homens, ainda não identificados, surpreenderam o morador em situação de rua, que dormia com a companheira na frente de um estabelecimento na rua Nossa Senhora de Fátima, bairro Santa Etelvina, Zona Norte de Manaus.

Os policiais militares da 26ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) quando chegaram no local, chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os profissionais da saúde constataram o óbito da vítima.

A perícia do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) contatou que Cabeludo foi atingido com 10 perfurações nas regiões da costa, perna e braço. Após o exame técnico, o corpo de Messias foi removido para o Instituto Médico Legal (IML).

Família da vítima

Messias é morador de rua há dois meses, pois conheceu sua companheira, que assim como ele, é dependente química. Então decidiu deixar sua família para viver com a mulher.

Um parente da vítima, que não quis se identificar, contou ao Radar sobre outras vezes que tentaram ceifar a vida de Cabeludo. De acordo com ele, existem três venezuelanos que moram em um apartamento em frente ao local onde aconteceu o homicídio. E há meses aconteceram uma série de fatos que corroboram para a desconfiança da família, sobre um planejamento de atentado contra Messias.

“Já soube de outras vezes que esses venezuelanos viam pela madrugada para tentar mata-lo. Mas o Cabeludo tinha uma cadela que sempre latia quando esses homens apareciam. Então ele acordava, lutava contra eles e conseguia sobreviver. Até que há um mês a cadela foi envenenada e morreu. Então acredito que eles esperaram um tempo para tentar o matar e, infelizmente, desse vez conseguiram”, detalhou.

Uma previsão

Na última terça-feira (5), Messias estava na casa da irmã passando um dia com a família. Na ocasião ele comentou com sentia que não viveria por muito tempo e, se caso o sentimento acontecesse, ele tinha um último pedido.

“Ele contou para os dois irmãos que quando morresse, seu caixão fosse coberto com a bandeira do Palmeiras, que era o seu time do coração. Ele era um torcedor apaixonado e vamos tirar ele do necrotério do IML e velar o corpo do jeito como ele desejou. E depois que terminarmos, vamos querer justiça pela vida dele”, finalizou.