Moradores de São Sebastião do Uatumã denunciam descaso com medidas de proteção à Covid-19

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Foto: divulgação

 

O descumprimento das medidas de proteção e distanciamento social tem causado preocupação aos moradores de São Sebastião do Uatumã (a 349 Km de Manaus). Segundo uma servidora estadual que preferiu não se identificar, muitas pessoas têm agido como se tudo estivesse normal, andando sem máscara e álcool em gel e esta situação se estende aos comércios e bares do município, provocando aglomerações.

De acordo com a denúncia recebida pelo Radar Amazônico, não tem fiscalização dos órgãos municipais e o povo está abandonado, correndo risco de contaminação pelo novo coronavírus. O último boletim divulgado, nesse domingo (02) pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) foram confirmados 452 casos no município.

“As pessoas do grupo de risco vivem apavoradas e as famílias tentam protegê-las da forma que podem, levando-os para sítios, distantes das cidades, porém muitos não têm para onde ir, e vivem com medo diariamente. A cidade pede ajuda das autoridades que dobrem o olhar ao nosso município e façam algo por nós, pois aqui nada é feito e os casos só aumentam a cada dia”, relatou a moradora da cidade com pouco mais de 14 mil habitantes.

Importante lembrar ainda que o município já recebeu R$257.709,35 de recursos do Fundo de Fomento, Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas(FTI), para reforçar o combate à Covid-19.

Nossa reportagem entrou em contato com o prefeito de São Sebastião do Uatumã Fernando Falabella (MDB). Ele reconheceu o descumprimento das medidas de proteção, por parte da população, mas disse que está tendo fiscalizações na cidade. Inclusive, nos últimos dias, mais de 20 profissionais, entre fiscais e técnicos em enfermagem, foram contratados a fim de verificar as infrações, além de orientar os moradores.

Apesar da declaração do prefeito, as imagens recebidas pelo Radar Amazônico mostram a falta de rigidez na fiscalização, atendimentos sem máscara, que desrespeitam o protocolo se segurança e colocam em risco a vida da população.

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Foto: divulgação