Moradores denunciam que prefeito do Careiro da Várzea só começa ação contra cheias após casas começarem a alagar

Prefeito Pedro Guedes (PSD) dispensou licitação de R$ 1,8 milhão para construção de passarelas de madeiras em razão da cheia dos rios

Foto: Divulgação

Após ser alvo de várias investigações sobre contratações de parentes de vereador e possíveis irregularidades em licitações, o prefeito Pedro Guedes (PSD) dispensou licitação de R$ 1,8 milhão para construção de passarelas de madeiras em razão da cheia dos rios que atinge o município de Careiro da Várzea (a 22 quilômetros de Manaus). De acordo com moradores, o gestor do município só começa a se programar com ações contra a cheia após as casas começarem a alagar.

“Toda ano tem cheia e ele só deixa para fazer alguma coisa quando a água já está na cintura, quando as casas estão alagadas. Isso é uma falta de respeito com a população que sofre com a subida dos rios”, disse a dona de casa Maria Fernandes, que lembrou ainda o risco de contaminações e doenças por conta do contato com a água.

Segundo consta no Diário Oficial dos Municípios desta quinta-feira (5), a empresa R2S Designer e construções Eireli-EPP., inscrita no CNPJ  26.747.597/0001-26 e que tem como atividade principal a construção de edifícios foi contratada para execução do serviço que deve durar 70 dias. A empresa possui capital social de R$ 600 mil e tem como sócio Savana Bandeira Lima.

Porém, segundo fontes, a demora em atender a população acontece em virtude da espera da Prefeitura em decretar situação de emergência onde pode solicitar a dispensa de licitação para contratar supostamente “qualquer empresa” que beneficie parentes, amigos ou até mesmo conhecidos.

Vale lembrar que o Pedro Guedes decretou a situação de emergência no município no dia 27 de abril deste ano.

Respostas

O Radar entrou em contato com o secretário de Obras de Careiro da Várzea e questionou quanto ao número de ruas afetadas pela cheia e sobre o número de pontes a ser construídas e como a Prefeitura está agindo em relação ao impacto causado pela cheia de 2022, mas até a publicação desta matéria, não houve retorno.