Residentes do Vila da Barra tentam fechar novamente a passagem dos moradores do Galileia (ver vídeo)

Foto: divulgação

Os moradores do Conjunto Vila da Barra, situado no bairro Galileia, zona Norte de Manaus, tentaram nesta sexta-feira (11) fechar mais uma vez a passagem que é utilizada por moradores do Galiéia há mais de 12 anos. Ao perceber que a passagem estava sendo bloqueada com a construção de uma cerca de arame, os moradores imediatamente chamaram a polícia. Após o sargento César Gomes da 15ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) constatar que a obra não estava autorizada, os serviços foram paralisados.

Em 2017, os moradores do Vila da Barra já haviam tentado fechar a passagem, mas a obra foi suspensa pela Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), que reuniu os moradores em audiência e um acordo judicial foi firmado na época para que a passagem somente fosse bloqueada se o residencial providenciasse outro corredor aos moradores do Galileia.  Assim, a passagem deveria ser mantida. O acordo de 2017 não foi firmado e os moradores do Vila da Barra somente queriam fechar a passagem.

Os moradores do Galiléia precisam passar pelo local diariamente e com o bloqueio da passagem, eles teriam que dar uma volta muito grande no quarteirão. O Radar esteve nesta manhã no local e verificou o residencial estava quase fechando a passagem e deixou apenas uma calçada estreita para os moradores passarem.

Um morador do local contou durante entrevista, que a passagem é essencial, pois dá acesso à via mais próxima onde a população pega o transporte público. O local já recebeu iluminação pública para dar mais segurança, mas que agora o acordo de 2017 está sendo quebrado.

“Fizemos um acordo com a Defensoria Pública e esse acordo não está sendo cumprido. Eles fizeram aqui uma passagem horrível que não tem como passar a noite, colocando a gente em risco de pegar uma queda no barranco e a gente só quer que sejam tomadas as devidas providências”, disse Junior Silva.

Obra embargada

 Nesta manhã, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) esteve no local e embargou a obra. Diante da ameaça da quebra do acordo por parte do residencial, os moradores solicitaram o direito de utilizar a passagem novamente na Defensoria Pública.