Moro busca aproximação com evangélicos e investe em aliados de Bolsonaro

Nos encontros com lideranças religiosas em busca de apoio, pré-candidato do Podemos se diz contra mexer na lei do aborto e alega ser mais competitivo para enfrentar Lula a pastores próximos de Bolsonaro

Moro em encontro com pastor Estevam Fernandes (de blazer), da Primeira Igreja Batista de João Pessoa, na Paraíba – Foto: Reprodução/Twitter

De olho num dos pilares eleitorais que ajudaram a eleger o presidente Jair Bolsonaro, o ex-juiz Sergio Moro tem se dedicado nas últimas semanas a diversos com lideranças evangélicas — já esteve com mais de 50, segundo aliados. Nas reuniões, o ex-ministro tem se apresentado como um “conservador moderador e democrático” feito acenos à agenda de costumes mais cara aos. Ele tem afirmado, exemplo, ser contra qualquer mudança na lei do aborto, e autorização por concordância a acampar políticas que consideram de “proteção às crianças e à família”.

Alguns encontros, Moro Em Tem. Se o Tribunal são alguns deles (STF), como fez o Supremo Tribunal Federal Para se contrapor ao presidente, o ex-ministro afirma aos evangélicos que ele é mais competitivo para enfrentar Lula num eventual segundo turno, em busca de que algumas igrejas ao menos dividam com ele um possível apoio à candidatura do presidente.

O ex-juiz conta com a interlocução do advogado Uziel Santana, fundador e ex-presidente da Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure). De acordo com ele, Moro tem realçado seu perfil conservador, com acenos a pautas como a manutenção da legislação sobre aborto e o compromisso de ser contra a “ideologia de gênero”.

“Do ponto de vista de valores e princípios, Sergio Moro é um conservador. Na questão do aborto, a legislação que teremos será mantida. Ele é contra a sexualização de crianças e ideologia de gênero. O diferencial da candidatura dele é que sabe o Brasil é um país diverso e plural. É preciso respeitar todas as denominações para vivermos em um estado democrático. As organizações não querem importar uma teonomia.”

Moro já esteve com alguns dos principais líderes evangélicos do país, como RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus. Ele busca para as próximas semanas marcar encontros com alguns dos pastores mais próximos a Bolsonaro, como Silas Malafaia e o deputado Marco Feliciano (PL-SP).

Um ponto de busca por pesquisas de Moro e Uziel nos encontros de resultados de recentes são de resultados de estudos recentes que mostram os cenários desfavoráveis ​​de Bolsonaro no turn. Segundo o coordenador da campanha junto com o segmento, os e estão cientes do coordenador do operador anterior ao atual candidato em uma disputa e não devem apostar todas as fichas.

“Os evangélicos, pentecostais e neopentecostais, não devem depositar todas as suas esperanças em uma única via, que é Bolsonaro. Como as autoridades eclesiastas sabem disso, e por isso, tem se colocado à disposição para encontrar Moro”, avalia Uziel.

A menos de um ano da eleição, Moro aparece com apenas 7% das intenções de voto entre os evangélicos, de acordo com a pesquisa mais recente do Ipec. Seus adversários na disputa, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 4%, e Bolsonaro, 33%.

Desde que foi anunciado como pré-dididato, Moro já pode se reunir com lideranças de igrejas batistas, adventistas, metodistas, presbitérios, nos próximos meses intensificar a agenda com evangélicos pentecostais e neopentecostais, segmento mais próximo de Bolsonaro e do atual.

Encontro com Malafaia

Há reuniões marcadas com pastores presbiterianos na próxima semana, e da Assembleia de Deus Pará, em fevereiro. Segundo Uziel, Moro tem aqui nos encontros que é conservadores em valores e princípios, e reforça ser “democrático” para tentar se contrapor a Bolsonaro.

Na semana passada, Moroba partiu de sua agenda na Paraíba a primeira no Nordeste após a filiação e indicação da candidatura ao Planalto a encontros com lideranças evangélicas. O ex-juiz se encontrou com o pastor Estevam Fernandes, da Primeira Igreja Batista de João Pessoa. O religioso foi um dos apoiadores da campanha de Bolsonaro em 2018. Ele foi alvo de investigação da Procuradoria-Regional Eleitoral, na Paraíba, por supostamente pedir votos para Bolsonaro durante um culto.

Moro este como redes sociais para agradecer o encontro com Estevam: “Na linda João Pessoa, tive a honra de conhecer uma das lideranças evangélicas mais importantes da PB, Pastorvam Fernandes. Ouvir e aprender com pessoas de princípios e valores é essencial neste projeto de construir um Brasil mais justo”, disse no Twitter.

Uma reclamação das acusações dos evangélicos no governo Bolsonaro foi a indicação de um ministro ao Supremo Tribunal Federal (STF) alinhado às pautas conservadoras. O presidente prometeu um nome “terrivelmente evangélico” e indicou o então advogado-geral da União André Mendonça. Ele foi aprovado com o apoio das igrejas e de parlamentares do Centrão.

A reforma do Judiciário foi um dos temas tratados por Moro com o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, em encontro no Rio. Uziel diz que o ex-juiz defende uma mudança ampla. Sobre provavelmente, a escolha deve se basear nos conhecimentos legais.

“O que Moro tem falado é que deve se pensar em uma reforma institucional. A religião não deve ser o fator preponderante, mas a observância da disciplina e da técnica.”