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Motorista que matou skatista diz à polícia que pegou carro do patrão

safado

O comerciante Tiago da Silva, que atropelou e matou um skatista de 15 anos em Guarulhos, na Grande São Paulo, disse à Polícia Civil que o carro que dirigia era do dono da loja de produtos de telefonia em que trabalha, segundo a delegada Vanessa Torres Chagas, do 1º Distrito Policial da cidade.

Segundo Vanessa, se confirmada a versão, o patrão de Tiago poderá ser indiciado por infringir o artigo 310 do Código Brasileiro de Trânsito, por emprestar carro a pessoa inabilitada. De acordo com a polícia, o motorista de 26 anos não tinha carteira de habilitação e estava alcoolizado.

“Ele falou que pegava o carro emprestado com autorização do patrão. A polícia vai tentar localizar esse homem e ouvi-lo para saber se a versão do atropelador é verdadeira”, disse a delegada nesta segunda-feira (25).

O acidente aconteceu por volta das 3h deste domingo. O estudante Gabriel Luiz da Silva Pinto foi atingido perto da calçada na Rua Noel Rosa, no Jardim Paraventi.

Tiago foi preso em flagrante e deve ser transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP) ainda nesta segunda-feira. Mário Benedito da Silva, pai do atropelador, afirmou que a família não vai se pronunciar e que já foi contratado um advogado para defender o filho. Investigadores do 1º DP contaram ao G1 que, ao ser detido, Tiago dizia que não se lembrava de nada.

O corpo do estudante foi enterrado neste domingo no Cemitério Villa Rios, em Guarulhos. A mãe de Gabriel quer que o motorista seja condenado pelo crime. “É fácil sair por aí bêbado, matando os outros. [Quero que] ele pague pelo que ele fez com o meu filho, que ele não vai voltar. Que ele pague e que a justiça seja feita”, afirmou  Adriana Rosa dos Santos.

Testemunhas disseram à polícia que o comerciante dirigia em alta velocidade seu carro, um Volkswagen Saveiro, quando atropelou o estudante. O acidente aconteceu por volta das 3h. Após o atropelamento, enquanto uma pessoa anotava os dados do carro, o motorista retirou a placa traseira e agrediu a testemunha.

Segundo o relato dos policiais, o motorista tinha os olhos vermelhos, hálito etílico e fala desconexa. Ele foi submetido ao bafômetro, que constatou que ele tinha 0,71 mg de álcool por litro de ar expelido.

O caso foi registrado como homicídio simples com dolo eventual. “Considerando o grande volume de informação sobre as consequências de se dirigir sob o efeito de álcool, veiculado em massa pela mídia ou através de programas governamentais, é razoável aceitar o entendimento de que o indiciado assumiu o risco de provocar o resultado danoso”, registrou a delegada Vanessa Torres Chagas no boletim de ocorrência.

Além do homicídio, ele irá responder por embriaguez ao volante, por dirigir sem permissão e  por lesão corporal.

Fonte: G1