Motoristas de aplicativo denunciam PM por proteger agressor de condutor que estava sem troco (ver vídeos)

A categoria realizou uma manifestação nesta manhã e acusou a PM de agredir outros motoristas e depredar veículos

Foto: reprodução

Motoristas de aplicativo fizeram uma manifestação na manhã desta segunda-feira (4), na Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), no bairro Monte das Oliveiras, zona Norte de Manaus, para denunciar policiais militares por, supostamente, terem protegido um passageiro que agrediu um motorista parceiro na noite do último sábado (2). A categoria denuncia também que vários motoristas tiveram seus carros depredados naquela noite pela própria polícia. (veja live ao final da matéria).

Em entrevista ao Radar, o líder dos motoristas de aplicativo Alexandre Matias contou que o passageiro foi identificado como Thiago Silva e seria lutador de MMA. O passageiro quis pagar a corrida de R$ 9 com uma nota de R$ 100 e teria se irritado após descobrir que o motorista Juan Jorge da Silva não tinha troco. Neste momento, o passageiro começou a agredir fisicamente o motorista. A categoria afirma que o passageiro tem conhecidos na Segurança Pública e teria sido protegido pelos policiais.

De acordo com os motoristas, após a agressão, o passageiro correu para o batalhão da PM, localizado no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste, na intenção de buscar proteção. Logo em seguida, vários motoristas foram para a frente do batalhão para dar apoio ao colega de profissão.

“Quando ele viu que havia mais motoristas, ele se resguardou dentro do batalhão. Ao chegar ao batalhão, ele foi chamado pelos policias e, lá dentro, o motorista foi agredido e depois solto”, disse Alexandre Matias.

Ação truculenta da PM

Ainda de acordo com Alexandre Matias, não foi feito nenhum Boletim de Ocorrência (B.O) e os policiais tiveram uma ação violenta para tentar dispersar os demais motoristas de aplicativo que estavam no local para prestar apoio a Juan Jorge.

“Deram vários tiros para cima, quebraram o carro dos motoristas de aplicativo. Com as facas deles, eles furaram mais de 12 pneus. Nós temos imagens com a marca de coturno na porta dos carros. Um ato de vandalismo causado pela Polícia Militar do Amazonas”, disse Alexandre Matias.

Provas entregues à corregedoria

A categoria reuniu todas as provas e entregou à Corregedoria da PM-AM. O motorista de aplicativo e o passageiro em questão também prestaram depoimento nesta manhã à Corregedoria. No entanto, a categoria também informou que vai ingressar com uma denúncia no Ministério Público do Amazonas (MPAM).

“Sabemos que ele (passageiro agressor) é ligado e tem parentes na Segurança Pública, por isso que criaram toda essa proteção do estado para uma pessoa (…) Nós vamos entregar um ofício ao Ministério Público para justamente termos a verdadeira justiça porque sabe-se que a Corregedoria de polícia é feita por policiais e seus entes se cuidam e, por isso, a gente acha que não vai dar em nada”, concluiu.

O Radar entrou em contato com a assessoria da PM-AM para questionar se a Corregedoria já concluiu a investigação e se algum policial sofrerá alguma medida administrativa. O Radar questionou também se o agressor irá responder criminalmente, mas até a publicação desta matéria, não obteve resposta.

Veja live da manifestação na íntegra: