Motoristas de app registram denúncias junto ao Procon-AM

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Um grupo de motoristas de aplicativo esteve na sede do Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM), nesta sexta-feira (31), para registrar algumas denúncias e demandas da categoria. No último dia 27 de janeiro, motoristas de aplicativo protestaram em frente à sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) contra o aumento abusivo da gasolina.

Os profissionais participaram de reunião com o diretor-presidente do órgão, Jalil Fraxe, e relataram diversas situações que passam enquanto terceirizados dos apps de transporte privado urbano.

As demandas da categoria incluem principalmente dois aspectos: a exclusão dos motoristas sem direito de defesa e a segurança dos profissionais.

“Eles dizem que, se cancelam uma corrida, são excluídos automaticamente sem que seja informado o motivo do cancelamento. Quando uma pessoa pede uma corrida no app no nome de outra, o motorista não é obrigado a aceitar, até por razão de segurança. O aplicativo deve desenvolver soluções para que o consumidor possa pedir a corrida para terceiros de forma que o motorista seja informado logo que isso ocorra”, explica o titular do Procon-AM.

Os motoristas que estiveram na sede do órgão levaram registros de denúncia para preenchimento deles e de outros representantes da categoria. “Todos os motoristas e também profissionais de outros tipos de apps de serviços estão convidados a vir ao Procon-AM, assim como os consumidores”, destacou o diretor-presidente do órgão.

Cinco representantes da categoria participaram da reunião desta sexta-feira. Um deles foi o motorista Tiago Rodrigues, que reforçou a reclamação sobre a retirada de terceirizados do app sem investigação sobre as denúncias. “Viemos reivindicar algumas demandas em relação a bloqueio e desbloqueio de motoristas da plataforma, que é algo ainda sem resposta por parte do aplicativo”, afirmou.

Próximos passos

O Procon-AM aguarda o preenchimento das fichas com as denúncias relatadas na reunião com os motoristas. O passo seguinte é encaminhar as reclamações ao setor de Fiscalização, que analisará cada caso e, se configuradas as infrações, fará as devidas autuações.

(*) Com informações do Procon-AM