Mourão diz que Marinha e PF preparam ação em região invadida por garimpeiros no Amazonas

Exploração ilegal de ouro atraiu dezenas de balsas e dragas para a região do rio Madeira. Segundo vice-presidente, embarcações ilegais serão apreendidas.

Vista aérea mostra centenas de jangadas operadas por mineiros no Rio Madeira, afluente do Amazonas; Mourão diz que ação de garimpeiros ilegais pode incluir apoio do narcotráfico – (Foto: Bruno Kelly/Reuters )

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira (25) que a Polícia Federal e a Marinha preparam uma ação na região do rio Madeira, no Amazonas, invadida por dezenas de embarcações de garimpeiros há pelo menos 15 dias.

Os garimpeiros estão na região para exploração ilegal de ouro. Imagens mostram dezenas de dragas e balsas que formam uma espécie de “vila flutuante”.

A situação ocorre próximo à comunidade de Rosário, no município de Autazes, distante 113 quilômetros de Manaus.

A presença de garimpeiros na extração de ouro ao longo do rio Madeira não é novidade. Porém, a grande quantidade de dragas e balsas atuando no mesmo trecho chamou atenção.

Moradores da região relatam que garimpeiros começaram a compartilhar, nas últimas semanas, a informação de que haveria ouro naquele trecho específico, de forma informal.

“A Polícia Federal e a Marinha já estão se preparando pra agir”, respondeu Mourão, nesta quarta, ao ser questionado por jornalistas sobre a situação no rio Madeira.

“A Marinha tem que, pô, verificar qual é a questão, quem está ali na legalidade, qual é a embarcação legal. E o pessoal que está na ilegalidade vai ter a embarcação apreendida”, completou o vice-presidente.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou, em nota, que atividades de exploração mineral naquela região não estão licenciadas, portanto, se existindo de fato, são irregulares.

O Ministério Público Federal (MPF) também ratificou que a extração de ouro na região do rio Madeira não é amparada por licença ambiental expedida pela autoridade ambiental competente ou por título de lavra emitido pela Agência Nacional de Mineração, o que torna essa atividade ilegal.