Mourão sobre Mandetta: “Nem interrogatório de bandido leva 7 horas”

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O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) falou sobre o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga ingerências do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19.

“Mandetta fez um depoimento longo, 7 horas. Nem interrogatório de bandido leva 7 horas, um troço muito longo, não sei como ele aguentou”, comentou o general na chegada ao Palácio do Planalto, na manhã desta quarta-feira (5/5).

“Única coisa que eu acho é que ele não precisava ter atacado o ministro Paulo Guedes, que aquilo foi uma questão pessoal entre os dois, que ele levou lá para dentro”, completou Mourão.

Durante a CPI, Mandetta atacou Paulo Guedes: “Esse ministro Guedes, da Economia, é desonesto intelectualmente. Uma coisa pequena. Homem pequeno para estar onde está”, disse Mandetta à CPI da Covid-19. “Esse ministro não soube nem olhar no calendário para dizer: ‘poxa, quando ele [Mandetta] estava aqui nem vacina sendo comercializada no mundo havia’. Só posso lamentar”.

Luiz Henrique Mandetta revelou que, enquanto esteve no comando da pasta, testemunhou reuniões de ministros nas quais Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) fazia notas sobre os encontros. “Eles tinham constantemente reuniões com grupos dentro da Presidência. Tinham um assessoramento paralelo”, apontou.

Segundo Mandetta, Bolsonaro sabia das projeções sobre 180 mil mortos pela Covid-19 no fim do ano. “Alertei sistematicamente, mostrei as projeções”, pontuou. Outra fase de destaque do ex-ministro foi a que ele afirmou que alertou Bolsonaro sobre previsão de 180 mil mortos até dezembro de 2020.

“Me lembro do presidente falar que adotaria o chamado confinamento vertical, que era algo que a gente não recomendava. Tinha uma outra fonte, que dava a ele o porquê. Nunca houve a recomendação nossa que não fosse da cartilha da OMS [Organização Mundial de Saúde]”, salientou.

Mourão também falou sobre a reforma tributária. Reforma Tributária. “É uma questão de refazer a comissão e prosseguir nos trabalhos. Quem perde é o Brasil, não o governo. Governo é uma questão transitória, quem perde é o país, porque se nós não fizermos a reforma tributária vai continuar com a produtividade baixa, sem gerar emprego e renda”, afirmou