Movimento de professores endurece o discurso e anuncia união pelas reivindicações da categoria

Ao assumir o microfone na tribuna da Assembleia Legislativa, os representantes dos professores grevistas da rede estadual já sabiam que o secretário não compareceria à sessão e reforçaram o discurso contra o desrespeito à categoria. Primeiro a falar, o representante da Associação dos Professores (Asprom/Sindical), Lambert Melo, afirmou que “essa greve não vai acabar na sexta-feira” e que o governo está “fingindo que está negociando”.

Representando o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteam), o professor Cleber Ferreira, repetiu o discurso da necessidade da unidade entre todos os movimentos e convocou a categoria para a união em torno das pautas de reivindicações. “Vamos ver quem é nosso real inimigo. Não uns contra os outros”, disse ele.

A professora Keila Nogueira, falou pelos professores do interior do Estado, demonstrando que a situação das escolas, das condições de trabalho e salariais são bem piores por lá. Keila Nogueira é a mesma que, na semana passada, confrontou o governador Amazonino Mendes em Parintins, afirmando que o reajuste de 35% pretendido pela categoria não fere a Lei de

Responsabilidade Fiscal, provocando a ira do chefe do Executivo.
Na sessão na Aleam havia representantes de Parintins, Iranduba, São Gabriel da Cachoeira, Nhamundá, São Sebastião do Uatumã, Humaitá e Manacapuru. Esta é a primeira vez na história em que um movimento grevista mobiliza municípios em todo o interior do Amazonas.