MP Eleitoral vai apurar conduta vedada de Amazonino durante as eleições

O  governador Amazonino Mendes (PDT) virou alvo de dois procedimentos preparatórios eleitorais instaurados  pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). O objetivo das investigações é apurar a possível prática de conduta vedada durante sua campanha à reeleição neste ano. (Veja os documentos no fim da matéria)

As portarias foram publicadas no Diário Oficial do Ministério Público Federal (MPF) dessa segunda-feira (26). Os procedimentos foram assinadas pelo procurador da República, Thiago Augusto Bueno.

Segundo a Portaria n° 21, a denúncia envolve “o acesso do benefício da tarifa social aos moradores dos residenciais Viver Melhor I e II, no bairro Santa Etelvina, zona Norte de Manaus”.

Já a Portaria n° 22 está ligada “a notícia consistente em oferecimento de benefícios de regularização fundiária, através da Secretaria de Políticas Fundiárias, no bairro Ouro Verde, também em período eleitoral.”

Neste caso, o procedimento é resultado de representação feita pela  Comissão de Fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Amazonas (TRE-AM).

Não é a primeira vez que o governador Amazonino Mendes, que perdeu a disputa para o estreante Wilson Lima (PSC), é alvo do MP-Eleitoral. Em setembro deste ano, Amazonino foi notificado pelo órgão por usar servidores públicos na sua campanha.

No mesmo mês, o MP Eleitoral recomendou ao governador que não permitisse qualquer tipo de coação a servidores públicos comissionados para obrigá-los a trabalhar em favor de sua campanha para reeleição.

Em outubro, o assunto chegou a virar destaque na imprensa nacional, quando Amazonino foi apontado em matéria publicada pelo O Globo entre os candidatos à reeleição que utilizava a estrutura da Administração Pública em prol de sua candidatura.

Confira as Portarias na íntegra.