MPAM apura suposto erro médico que matou criança em Manicoré

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) está apurando a morte de Saimon Gabriel Freitas Neri da Costa, de seis anos, que morreu ao passar por um procedimento cirúrgico no braço no hospital de Manicoré (distante 330 km de Manaus). (veja documento no final da matéria).

A criança e o seu pai sofreram um acidente de moto e Saimon quebrou o braço. A mãe, Sandy Freitas, que registrou um boletim de ocorrência por negligência médica, explica que o acidente ocorreu na quinta-feira (18). Na ocasião, Samuel e o pai foram levados para o Hospital Dr. Hamilton Cidade, onde ficaram internados. Samuel foi diagnosticado com uma fratura e precisava engessar o braço, mas o procedimento demorou dois dias para ser realizado.

De acordo com o documento, no sábado à noite, o procedimento para imobilizar o membro foi iniciado, mas o garoto estava agitado e com dor e o médico decidiu aplicar anestesia local. Samuel teria recebido três doses do anestésico, porém, ainda continuava sentindo fortes dores. A mãe estava na sala acompanhando o garoto e tentando acalmá-lo. Ela foi informada de que seria melhor anestesiar totalmente a criança e colocá-la para dormir enquanto o braço era engessado.

Assim que a anestesia geral foi aplicada, os sinais vitais do menino foram diminuindo e ela começou a se desesperar. Sandy percebeu que a boca do filho estava ficando roxa e o corpo pálido e alertou o médico.

Imediatamente a equipe começou o processo de reanimação e Samuel foi levado para outra sala para ser intubado. Algum tempo depois, ela foi informada da morte da criança.

Diante disto, o MP oficiou à autoridade policial local para que relate as medidas adotadas e à secretaria municipal de Saúde para que preste as informações dos procedimentos adotados no atendimento à criança. O prazo dado aos dois entes públicos para que enviem as informações ao MP é de 15 dias, contado a partir da data de recebimento.

O Radar entrou em contato por e-mail com a secretaria de saúde do município para saber quais procedimentos foram tomados em relação a equipe médica envolvida no atendimento da criança, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

Confira o documento na íntegra