MPAM cobra plano de retorno seguro para aulas presenciais da Prefeitura de Manaquiri

Foto: Divulgação MPAM

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) cobrou do Prefeito de Manaquiri (distante 166 km de Manaus), Jair Souto (MDB), um plano de retorno seguro às aulas presenciais para evitar contaminações por Covid-19. Em reunião virtual realizada nessa quinta-feira (7), o promotor de Justiça, Leonardo Tupinambá, aceitou a proposta da prefeitura de vacinação prioritária dos profissionais da Educação, da Assistência Social e da Segurança Pública, apontando a necessidade urgente de um plano de retorno seguro às aulas, a fim de impedir o agravamento dos danos já identificados e apontados pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

“Estamos trabalhando para evitar maior dano às crianças, conforme recomendação já exarada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, com base em documentos científicos de interesse geral, que alerta para o agravamento dos prejuízos do longo período de fechamento das escolas durante a pandemia”, observou Leonardo Tupinambá.

Dentre os impactos negativos apontados pela SBP, estão o aumento da prevalência de transtornos mentais e de desenvolvimento, o risco de impactos negativos na escolarização e na evasão escolar, o impacto na Saúde dos efeitos negativos do estresse tóxico e da violência nas crianças, o aumento dos efeitos negativos no desenvolvimento, na saúde mental, na escolarização e na capacidade de trabalho futuro, com consequências nos índices sociais e econômicos, segundo dados de pesquisas sobre a relevância de investimentos na primeira infância.

Além do prefeito de Manaquiri, Jair Souto, também participaram da reunião, representantes das secretarias municipais de saúde, assistência social, educação e segurança pública e parlamentares locais.

Recomendações da SBP

Em janeiro, a SBP divulgou Nota Complementar para o retorno seguro às escolas, na qual recomenda, fortemente e com urgência, a efetivação de medidas em âmbito municipal, estadual e federal que possibilitem a reabertura das escolas, com base na análise dos gestores e técnicos sanitários, bem como no monitoramento da situação local, considerando-se os ambientes pedagógicos como serviços essenciais. A entidade também vem divulgando, desde o início da pandemia, uma série de orientações preventivas sobre organização e uso do tempo dentro de casa, a importância de rotinas e agendas claras, diálogos frequentes e em linguagem simples com as crianças, alimentação adequada, atividade física, utilização saudável de telas, e a realização de brincadeiras.

(*) Com informações da assessoria do MPAM