MPAM fiscaliza ações de assistência à famílias afetadas pela cheia do rio Juruá

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Após o prefeito do município de Itamarati (distante 966 km de Manaus), João Campêlo (MDB), declarar situação de emergência, devido a elevação do nível das águas do Rio Jurá – que já afetou quase mil famílias-, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) passou a acompanhar e fiscalizar a políticas públicas tomadas pelo Poder Executivo Municipal para amenizar os impactos da enchente.

O promotor  de Justiça Caio Barros, instaurou no último dia 10 de março o procedimento administrativo para acompanhar o atendimento do poder público à população, com distribuição de mantimentos, remédios e insumos que possam diminuir os impactos da enchente às famílias ribeirinhas – que abandonaram as casas e estão instaladas em abrigos municipais.

A prefeitura e diversos órgãos vão fazer uma ação nas comunidades atingidas e desabrigadas, levando assistência médica, odontológica, além de serviços de assistência social. Entre as atividades está incluso o plano de vacinação contra a covid. Segundo o promotor, a distribuição e a veracidade das informações dos vacinados são monitoradas pelo MP. Ele alerta que as doses são destinadas a grupos prioritários, conforme as diretrizes do Plano Nacional de Imunização (PNI), preconizado pelo Ministério da Saúde (MS), e casos de “fura filas” não serão tolerados.

O Ministério Público do Amazonas acompanha de perto as ações e fez inspeção no barco que será utilizado na operação. O intuito foi verificar as condições de atendimento, analisar os donativos que compõem as cestas básicas destinadas às pessoas desabrigadas, além de acompanhar o plano de ação e de vacinação nas comunidades ribeirinhas.

A cheia do Rio Juruá já é considerada pela população a maior da região. O Promotor do município relatou que a cidade já tem quase mil famílias afetadas de alguma forma pela enchente e grande parte da cidade está debaixo d’água. Ele ressalta que é necessária a união de todos do Estado, principalmente, nesse momento de pandemia e da cheia natural dos rios.

“Tem que haver uma união de esforços entre todos os órgãos, incluindo o Ministério Público, para amenizar o sofrimento dessas famílias atingidas por esse desastre natural”, afirmou.

(*) Com informações da assessoria do MPAM