MPAM vai recorrer de decisão que colocou Gustavo Sotero no regime semiaberto

Delegado foi condenado a 30 anos e dois meses de prisão por assassinar o advogado Wilson Justo, no ano de 2017

Gustavo Sotero

Foto: Divulgação

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) apresentou um recurso contra a decisão judicial que concedeu progressão de pena ao delegado Gustavo Sotero, condenado a 30 anos e dois meses de prisão, pela morte do advogado Wilson Justo, em novembro 2017, na casa noturna Porão do Alemão.

A promotora de Justiça, Elizandra Leite Guedes, da 98ª Promotoria de Execuções Penais (PROEP), assinou o recurso. Ela defendeu que Gustavo Sotero retorne ao regime fechado e permaneça até janeiro de 2022.

A proposição recursal marca a necessidade de que o apenado volte ao cárcere do regime fechado e permaneça até 05.01.2022, data em que haverá o efetivo preenchimento do critério temporal de progressão, e não antes, em atenção aos limites postos e constituídos na sentença de origem e em atenção ao fator de privilégio reconhecido por parte da sociedade em sede de júri popular quanto ao homicídio em questão”, defendeu a promotora.

O julgamento de Gustavo Sotero aconteceu em novembro de 2019, e a sentença foi proferida pelo juiz Celso Souza de Paula, da 1ª Vara do Tribunal da Comarca de Manaus, após três dias de julgamento, no Fórum Henoch Reis.

Após sair da carceragem da Polícia Civil, o delegado está sendo monitorado por tornozeleira eletrônica desde o último dia 3 de setembro e também continua recebendo um salário de R$ 21 mil.

Relembre o caso

Wilson Justo foi morto após ser atingido com disparos de arma de fogo no Porão do Alemão, localizada na zona Oeste de Manaus, em novembro de 2017. Sotero atirou contra o advogado após uma briga na casa noturna.

Na época, Gustavo Sotero também acabou deixando três pessoas feridas, entre elas, a esposa do advogado, Fabíola Rodrigues. Ele foi preso em flagrante pelos crimes de homicídio doloso e lesão corporal.

Recentemente a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) se posicionou contra a progressão de pena do delegado Gustavo Sotero.

Confira a nota do MPAM na íntegra