MTST faz protesto contra a fome em frente à mansão de Flávio Bolsonaro

Os manifestantes escolheram o local para alertar contra as denúncias de crescimento da fome no Brasil.

Mulheres do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) protestam em frente a condomínio de luxo em Brasília Foto: Pablo Jacob / Pablo Jacob / Agência O Globo

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) realizou nesta quinta-feira um protesto em frente à mansão do senador Flávio Bolsonaro, adquirida neste ano por cerca de R$ 6 milhões

Flávio é investigado pela suposta existência de um esquema de desvios de recursos dos salários de seus assessores quando era deputado estadual da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e, na investigação, é suspeito de realizar a lavagem de dinheiro por meio da venda e compra de imóveis.

Os manifestantes escolheram o local para alertar contra as denúncias de crescimento da fome no Brasil. Nesta quarta-feira, uma reportagem do GLOBO revelou a situação de moradores do Rio de Janeiro que recolhem restos de carne para se alimentar com ossos e pelancas dos restos dos supermercados da capital fluminense.

Nas redes sociais, o movimento afirmou que enquanto isso acontece, integrantes da família Bolsonaro, como o senador, “multiplicam seus imóveis”.

“Não é nenhuma novidade que a única coisa que a família Bolsonaro fez bem nessas décadas de política foi montar esquemas e multiplicar seus imóveis. Mas, não podemos nos calar vendo que isso acontece sobre os corpos de mais de 580 mil brasileiros, enquanto 19 milhões de pessoas passam fome”, publicou o MTST sobre o protesto.

Líde do MTST, Guilherme Boulos também promoveu o protesto em suas redes sociais.

— O MTST faz manifestação agora na mansão de R$6 milhões de Flavio Bolsonaro. Enquanto o  povo está na fila do osso, a família Bolsonaro esbanja luxo com dinheiro duvidoso — afirmou.

O senador afirma que  a casa adquirida está registrada em escritura pública e foi comprada “com recursos próprios, em especial oriundos da venda seu imóvel no Rio de Janeiro” e que  “mais da metade do valor da operação ocorreu por intermédio de financiamento imobiliário”.