Mulher acusada por Jimmy será investigada pela polícia, diz promotor

Promotor-Fabio-Monteiro

Olga Matos, acusada pelo publicitário Jimmy Robert, 34 anos, de ser a mentora do triplo homicídio da família Belota durante a primeira audiência de instrução e julgamento do caso, não será incluída no processo como acusada ainda, segundo o promotor do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), Fábio Monteiro.

Monteiro explicou que a declaração de Jimmy não será ignorada, mas que Olga será incluída no processo somente como acusada. O promotor também afirmou que um novo processo só será aberto para a mulher se a Polícia Civil colher provas conclusivas de que ela teve participação no crime. “Se no final da investigação houver provas concretas, testemunhas, aí poderemos denunciá-la e incluí-la no processo como acusada, ou até mesmo abrir um só para ela”, revelou ao G1.

O promotor disse ainda que acha pouco provável que Olga tenha a participação descrita por Jimmy. “Por todo o conjunto desse caso, acredito que os argumentos do Jimmy foram muito frágeis, muito mais movidos por um possível sentimento negativo que ele tenha por ela”, completou.

Acusação

Em depoimento, Jimmy afirmou que Olga planejou toda a trama. Segundo ele, a esposa do avô entrou em contato com o publicitário, em dezembro de 2012, pedindo um encontro. Ele declarou ainda que Olga justificou o pedido afirmando que o assunto seria de interesse do réu. “Achei muito estranho ela me ligar, porque não costumava ter contato. Ela ligou de um número desconhecido”, disse ele em depoimento durante a primeira audiência sobre o caso, na quarta-feira (03).

Ainda segundo Jimmy, o encontro entre eles ocorreu na Ponta Negra, Zona Oeste da cidade. No local, conforme o réu, Olga apresentou o plano para matar as vítimas. Ele afirmou que, para convencê-lo a executar o crime, ela mostrou um bilhete, supostamente escrito pela tia Gracilene, onde ela fazia comentários negativos sobre o sobrinho. “Para garantir que ninguém fosse gravar a nossa conversa, ela pediu para desligar o meu telefone dizendo que também iria desligar o dela. Ela estava receosa em conversar sobre o plano comigo”, contou.

Ainda conforme o acusado de ser mandante dos assassinatos, Olga teria dito que Gabriela também teria que morrer, porque seria uma herdeira.

Sobre os motivos do crime, Jimmy afirmou que as vítimas descobriram o adultério de Olga, que supostamente traía o avô de Jimmy com outro homem. Segundo o réu, Olga, que tinha livre acesso às transações bancárias da empresa da família, passou a ter a liberdade negada após a descoberta da traição. Ele declarou ainda que ela fazia retirada ilegais dos recursos da empresa.

Fonte: G1