Mulheres vítimas de violência doméstica e sexual têm espaço exclusivo na delegacia de Tabatinga

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A Delegacia Especializada de Polícia (DEP) situada em Tabatinga, município distante 1.108 mil quilômetros em linha reta de Manaus tem agora um espaço exclusivo para o atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e sexual. A iniciativa ocorre em comemoração aos dez anos da “Lei Maria da Penha”, celebrado no último dia 7 de agosto deste ano.

De acordo com a delegada titula da DEP de Tabatinga, Wagna Silva, o local funcionará em um espaço separado da unidade policial, no horário de 8h às 18h, com dois servidores para atendimento à população. A nova estrutura vai atender uma demanda da sociedade e proporcionar melhor atendimento a todos, segundo Wagna.

Delegacia da mulher tabatinga 1Participaram da solenidade de inauguração representantes de órgãos de combate à violência doméstica para alinhar o atendimento às vítimas, como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), representadas pela diretora Pauline Azevedo e pela assistente social Jackselene Olímpio; Secretaria Municipal de Saúde de Tabatinga (Semsa), na pessoa da secretária Sidnéia Aparecida Gardina Fregni; Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), representado pela coordenadora, psicóloga e assistente social da unidade pública, respectivamente Sunerly Costa da Silva, Samuel Quirino e Daniele Gonçalves.

Participaram ainda da solenidade representantes do Conselho Tutelar de Tabatinga, como o presidente da entidade, Antônio Jorge Pevas, e a conselheira Edilene Nascimento Menezes; a coordenadora regional da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mislene Metchacuna Martins Mendes; o coordenador da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Weydson Gossel Pereira, e a presidente do Conselho da Comunidade e representante dos Direitos Humanos daquele município, Patrícia Licandro.

Segundo a delegada Wagna Silva, o objetivo da iniciativa é fortalecer a rede de atendimento às vítimas de violência doméstica. “Um dos aspectos importantes tratados no encontro foi a forma que iremos interagir com as comunidades mais afastadas de Tabatinga, como as comunidades indígenas onde ocorrem números significativos de violência que não são formalizados na delegacia. Pretendemos alinhar, em parceria com a Funai e a Sesai, para que a ocorrência chegue ao nosso conhecimento policial”, enfatizou.

FOTOS: Divulgação /Assessoria de Imprensa da PC-AM

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