Museu da Cidade é adaptado para visitantes com deficiência visual

O Museu da Cidade de Manaus traz em sua concepção recursos desenvolvidos especialmente para que pessoas com deficiências visuais possam contemplar a exposição “A Cidade de Manaus: História, Gente e Cultura”. A ação faz parte do processo de modernização e adequações quanto à acessibilidade em espaços culturais da Prefeitura de Manaus.

O local foi aberto ao público no dia 24 de outubro, e além das adequações físicas, o museu conta com o uso de novas tecnologias para auxiliar os visitantes.

O professor doutor em Psicologia da Educação, José Souza Ferreira, do “Museus Acessíveis”, que trabalha com acessibilidade cultural em museus e desenvolveu o trabalho em Manaus, destacou que, na contramão da realidade dos espaços culturais no Brasil, o Museu da Cidade de Manaus já nasce com um projeto de acessibilidade pronto para atender aos visitantes com deficiência.

“O Museu da Cidade de Manaus já nasceu preocupado com a acessibilidade, ao contrário do que geralmente acontece, em que o espaço já existe e depois é feito um projeto para adequação”, enfatizou.

Segundo ele, foi feita uma adequação para as visitas com piso tátil para favorecer a caminhada de deficientes visuais pelo espaço e um áudio guia nos tablets com informações sobre a exposição. Além disso, ele destacou o treinamento dos educadores que passaram por um trabalho de empatia, simulando um deficiente.

“Quando se fala em acessibilidade a gente fala muito do sensorial e no Museu da Cidade de Manaus tudo é muito favorável. A cultura manauara é muito rica. A exposição do “Mercado”, por exemplo, é um universo de perfumes e sensação táteis. E isso tudo está sendo explorado pelo visitante”, disse o doutor em Psicologia.

Treinamento

Os estagiários da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), que atuam como monitores no museu, participaram de uma série de treinamentos educacionais para atenderem os visitantes. Além de visitas técnicas, os estagiários passaram pelo treinamento de museus acessíveis, com o doutor em Psicologia da Educação, José Souza Ferreira.

“É importante que pessoas com deficiência se sintam acolhidas e confortáveis para interagir com a exposição da mesma forma como qualquer outra pessoa”, disse Souza.