Na calada da noite, projeto de Melo que aumenta impostos reaparece na pauta de votação dessa quarta-feira (29)

Como é de praxe no Governo do “professor” José Melo fazer as coisas às escuras, pois não é que a pauta dessa quarta-feira (29) da sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), que deveria ser postada 24h antes,  veio aparecer no site da Casa Legislativa somente no início da noite de hoje, meu povo! E advinha qual é um dos projetos que está nessa “pauta noturna” de votação para amanhã, “em discussão geral e votação única”? Exatamente o que você está pensado inteligentíssimo e sagaz leitor do Radar, o projeto de Lei nº 26/2017 que irá aumentar em 2% o ICMS de vários produtos.

O plano do governador, visivelmente, é fazer a coisa na surdina pra não atrair muita atenção e desmobilizar os segmentos sociais organizados, principalmente os empresários, que têm lotado as galerias da Assembleia e até o plenário da Casa de manifestantes contra o aumento da carga tributária. Mas, não adiantou esconder não! O Radar capta até pensamento, que dirá “pauta escondidinha”.

O governador e seus deputados aliados querem evitar o que aconteceu na sessão plenária de quarta-feira passada, dia 22 de março. Diante de uma plateia revoltada com o aumento de impostos promovido pelo governador, os deputados governistas não conseguiram disfarçar a vergonha de votar a favor de um projeto que os empresários dizem que vai causar mais fechamento de empresas, mais desemprego e mais pobreza, um contrassenso diante um projeto que, segundo justificativa de Zé Melo, pretende conseguir mais dinheiro para o Fundo de Promoção Social de sua mulher, Edilene Gomes de Oliveira, combater exatamente a pobreza – aquele negócio de fazer assistencialismo que sempre resulta em muito voto, né mesmo gente?

Nessa terça-feira (28), o que se falava pelos corredores da Assembleia Legislativa é que, dessa vez, os deputados governistas foram “intimados” pelo governador a votar a favor do projeto que aumenta a alíquota de ICMS de vários produtos, inclusive gasolina e diesel. Agora é esperar pra ver se os representantes do povo no Parlamento vão obedecer o governador. E como vai estar o clima na Assembleia diante da revolta dos cidadãos com o aumento de impostos. (Any Margareth)