Na contramão do discurso do Governo de “Estado quebrado”, arrecadação chega a histórico R$ 1,6 bilhão/mês

O governador Amazonino Mendes (PDT), permanece com o mesmo discurso de ‘Estado quebrado’ de quando assumiu no ano passado, afirmando que pegou uma administração sem recursos. Nessa sexta-feira (9), ele declarou, em reunião com 58 prefeitos dos municípios do interior do Amazonas, que fará um empréstimo do Banco do Brasil para aplicar cerca de R$ 300 milhões nas prefeituras, o conhecido “pacote de bondades” para prefeitos do interior em ano eleitoral – lembram que Melo fez igualzinho, meu povo?

Mas, na contramão do “choro” de falta de recursos, o Radar captou outra coisa nos números da arrecadação do Estado. De acordo com o Relatório de Execução da Receita, da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no mês de fevereiro deste ano, estava previsto uma arrecadação de R$ 885,5 milhões, mas o que foi arrecadado ultrapassa R$ 1,6 bilhão, uma arrecadação que segundo explica fonte do Radar na Sefaz nunca se viu em apenas um mês. (Ver documento no final da matéria)

Na reunião com os prefeitos, onde anunciou o “pacote de bondades”, Amazonino afirmou que “Governo do Amazonas está aberto à formalização de convênios para apoiar ações das administrações municipais em diversos setores”.

O que causa estranheza é que essa arrecadação recorde, de mais de R$ 1,6 bilhão não foi anunciada pelo governador, secretários e nem deputados da base aliada. Amazonino e sua trupe comeram abiu – o inteligentíssimo e antenado leitor do Radar deve bem imaginar por quê, né meu povo? Para a população do Estado, maior responsável por um cofre abarrotado de dinheiro para ações governamentais, o Governo decidiu não contar nada – mas o Radar conta!

O governo preferiu dizer aos prefeitos que o recurso para os investimentos nos municípios é oriundo de um empréstimo e que esse empréstimo deverá ser liberado “em breve”, ao invés de divulgar a grande arrecadação do Estado.

Tem dinheiro ou não tem?

Durante a coletiva concedida após a reunião com os prefeitos, Amazonino caiu em contradição, esqueceu do discurso de Estado quebrado, e afirmou que vai celebrar convênios com as prefeituras em razão do excesso de arrecadação que ele disse já saber que vai ter no Amazonas – num vai ter não, governador, já teve!

“Vamos celebrar convênios baseado no excesso de arrecadação que já sabemos que vai ter e, com isso, minorar e dar alento nas questões de saúde, educação, vicinais, e infraestrutura. Está claro que o Estado se recuperou”, disse Amazonino.

– Se o Estado se recuperou, qual o motivo de um empréstimo no Banco do Brasil e da não divulgação dessa arrecadação histórica?

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