Na segunda noite do festival, Boi Caprichoso trouxe as lutas dos povos tradicionais da Amazônia

As alegorias da segunda noite apresentaram inúmeras metamorfoses na arena

O Boi Caprichoso iniciou a segunda noite do 55° Festival Folclórico de Parintins, realizado nesse sábado (25), com o tema ‘Amazônia-Aldeia: O brado do povo”, destacando as lutas constantes dos povos e comunidades tradicionais da grande floresta.

A apresentação do boi azul começou com a Figura Típica Regional ‘O Caboclo da Mata’, alegoria dos artistas Márcio Gonçalves e Marlúcio Pereira, que teve grandes transformações na arena.

Logo em seguida, o palco da arena deu lugar a exaltação folclórica ‘Boi de Quilombo’, retratando o legado sociocultural dos povos africanos na Amazônia.

O destaque positivo ficou por conta dos itens individuais do Caprichoso, principalmente a sinhazinha, Valentina Cid, e a porta estandarte Marcela Marialva, que não mediram esforços para fazer uma ótima evolução.

Durante o momento tribal, foi entoado um canto de resistência em prol das mulheres no Brasil, e resultou no surgimento da cunhã poranga Marciele Albuquerque.

A apresentação mudou de patamar quando a alegoria da lenda amazônica ‘Trilha da Morte’, do artista Geremias Pantoja, que retratou a construção da estrada de ferro Madeira-Mamoré (1907-1912), em Rondônia. Nela, a rainha do folclore Cleise Simas fez uma evolução exuberante.

E por último, o pajé Erick Beltrão fez uma aparição surpreendente no ritual ‘Wayana-Apalai’, do artista Kennedy Prata. Vale ressaltar que os Wayana e os Apalai são povos de língua karib que habitam a região de fronteira entre o Brasil (Rio Parú de Leste, Pará), o Suriname (rios Tapanahoni e Paloemeu) e a Guiana Francesa (alto Rio Maroni e seus afluentes Tampok e Marouini).