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Nada de amor: Amazonino perde a primeira votação do ano na Assembleia Legislativa

Um veto total aplicado pelo governador Amazonino Mendes a um Projeto de Lei (PL) do deputado Sabá Reis (PR) abriu as votações da Assembleia Legislativa neste ano, nessa quarta-feira (7), e registrou a primeira derrota do Negão amoroso em terras do rei David. Por treze votos a cinco a bancada oposicionista derrubou o veto do governador.

Registre-se que o PL nem tinha nada de polêmico. Sabá Reis propôs que o ginásio de Parintins se chamasse “Elias Assayag” e a Aleam aprovou isso em dezembro passado. Mas o governo vetou a homenagem, alegando que seria prerrogativa do Executivo dar nomes aos logradouros públicos e que o homenageado ainda estaria vivo, o que impediria que seu nome fosse dado a qualquer lugar. Esse veto estava trancando a pauta da Aleam e precisava ser o primeiro a ser votado.

Assim, as discussões da Ordem do Dia já começaram quentes, com o deputado Sabá Reis ironizando: “Não acredito que ‘a águia’ – como Amazonino se autodenominou – assinou uma coisa dessas”, disse ele, referindo-se à justificativa do veto e exibindo uma cópia do Atestado de Óbito de Elias Assayag. “Quem ainda está vivo é o filho do homenageado, que tem o mesmo nome”, expllicou Sabá.

Aberta a porteira dos votos contra o governo, até o ex-secretário todo-poderoso, chefe da Casa Civil, de Amazonino, deputado Sidney Leite (PROS), lamentou o fato de a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ter alegado como justificativa ao veto “a prerrogativa única do Executivo” de nomear bens públicos e tascou seu voto contra o veto!

Alinharam-se ainda os deputados Luiz Castro (REDE) – que aproveitou para fazer um desagravo à família Assayag “que não merece passar por esse constrangimento” – Cabo Maciel (PR), José Ricardo (PT), Serafim Corrêa (PSB), Augusto Ferraz (DEM), Abdala Fraxe (Podemos), Francisco Souza (Podemos), Alessandra Campêlo (MDB), Sinésio Campos (PT) e Orlando Cidade (Podemos).

Guardada a devida proporção não tão grande do Projeto de Lei, a derrota do governador no Parlamento estadual, me fez vir à mente a frase de Antoine de Saint-Exuperry, em seu livro O pequeno príncipe: “o essencial é invisível aos olhos”. Afinal, o que está por trás da ausência dos parlamentares governistas em plenário? Estavam alheios a votação ou não deram importância? E o que fez Sidney Leite desequilibrar a balança das bancadas de situação e oposição que até a segunda-feira era de 12 a 12? E será que Amazonino quis testar sua liderança sem conversa com os deputados? O visível aos olhos foi a derrota, tão somente.