Nair Blair faz exame no IML e é levada para a cadeia

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A empresária Nair Blair, acusada de participar de um suposto esquema de compra de votos para à reeleição do governador do Estado professor José Melo foi levada por policiais federais, na manhã desta terça-feira (05), para fazer exame de corpo de delito e depois foi levada para o Centro de Detenção Provisória Feminino, no km 8, da BR-174.

Nair Blair foi presa, no sábado passado, assim que desembarcou no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Sabe-se agora, através de informações do Ministério Público Federal (MPF) que o mandado de prisão para Blair já tinha sido expedido há um ano e só agora foi cumprido porque ela estava no exterior. A empresária era considerada foragida.

Em investigações da PF, Nair Blair é pontada como uma das “cabeças” de um suposto esquema de compra de votos com dinheiro público. Em pleno período eleitoral, durante a realização dos jogos da Copa do Mundo em Manaus, uma associação sem fins lucrativos, denominada “Agência Nacional de Segurança e Defesa”, presidida por Nair Blair, recebeu R$ 1 milhão do Governo do Estado para um serviço de nome longo e complicado, “Implementação de solução tecnológica de monitoramento em tempo real móvel”.

O repasse do dinheiro público foi autorizado, em caráter de urgência, sem processo licitatório, pelo responsável pela Secretaria de Grandes Eventos, coronel Dan Câmara, irmão do deputado federal evangélico Silas Câmara, e dos pastores Jonatas Câmara e Samuel Câmara, líderes da igreja Assembleia de Deus.

Todas essas informações vieram à público através de uma reportagem do Fantástico. O “serviço de monitoramento” que a associação sem fins lucrativos de Nair Blair teria prestado não pôde ser confirmado já que nem a sede da empresa foi encontrada no local indicado.

No segundo turno da eleição de 2014, policiais federais infiltrados prenderam Nair Blair numa reunião de pastores evangélicos, onde supostamente seria distribuído dinheiro para compra de votos. Foram encontrados R$ 7,7 mil na bolsa de Nair Blair, assim como recibos de “doações” em dinheiro repassado para compra de óculos, festa de formatura e até túmulo no cemitério (Any Margareth)