Não adiantou críticas e súplicas, secretários de Melo dizem que “reordenamento” da saúde fica como está

Dermilson e Bosco

Desta vez, não foram só os deputados de oposição, como de costume, que lançaram na presença dos secretários de Melo críticas sobre o chamado “reordenamento” do sistema de saúde pública. Deputados que, muitas vezes, votam com a bancada governista também criticaram as mudanças na saúde e pediram para que o Governo revisse a desativação de unidades de saúde – Pedro Elias jura que isso não existe. Alguns deles demonstraram que estão sendo cobrados, inclusive, por amigos e parentes que usam os serviços dessas unidades de saúde.

O deputado Dermilson Chagas, diante da certeza dada pelo secretário Pedro Elias de que logo a população sentirá os efeitos desse reordenamento na saúde, questionou: “Esses efeitos vão ser sentidos quando?”. Para Dermilson Chagas esse não é um momento oportuno para se fazer mudanças na saúde diante da importância que essas unidades de saúde têm para essas pessoas, principalmente idosos e crianças.

O parlamentar defendeu que fossem revistos outros contratos, mas não mexer na estrutura da saúde pública. A mesma coisa foi destacada no discurso do deputado Bosco Saraiva que disse não concordar com o Governo fazer economia logo na área de saúde. “A saúde não pode ser vista pela ótica financeira”, destacou Bosco.

Pensamento parecido tem o médico e deputado Vicente Lopes, “Fico apreensivo com a imprensa divulgando que o Governo vai economizar R$ 300 milhões e ao mesmo se sabe também através da imprensa que há pacientes renais crônicos morrendo, Não desconheço a grave crise econômica, mas quando se fala em saúde não se pode tratar como qualquer serviço”.

Luiz Castro e Serafim Correa defenderam que essas medidas fossem repactuadas com a presença da Prefeitura de Manaus já que as mudanças feitas pelo Governo do Estado são todas na capital e o sistema de saúde pública não é gerido apenas pelo Governo do Estado.

Luiz Castro citou entrevista do prefeito destacando o fato de Artur Neto, a quem denominou de “o maior aliado de Melo nas eleições passadas”, ter dito que não concordava com as mudanças que estavam sendo feitas na saúde pública e que não se responsabilizava com os resultados desse reordenamento feito pelo Governo. Castro apelou para que os secretários de Melo revissem essas mudanças na Saúde, nuam discussão ampla com a sociedade.

Mas, em entrevista coletiva, o secretário Pedro Elias, ao ser questionado sobre a possibilidade de um acatamento dos pedidos feitos pelos deputados, de revisão do reordenamento, disse laconicamente: “Isso já foi discutido, já foi explicado, a alteração que fizemos foi em relação a Policlínica Cardoso Fontes”. (Any Margareth)