“Não bato em roedor morto”, diz Arthur Neto em resposta as críticas feitas por Wilson Lima

Foto: Alex Pazuello / Arquivo

O ex-prefeito Arthur Neto (PSDB), em resposta as críticas feitas à sua administração na área de saúde pelo governador Wilson Lima (PSC), durante Leitura da Mensagem Governamental abrindo oficialmente os trabalhos na Assembeia Legislativa do Estado, disse que pelo amor que tem aos cachorros não iria usar o ditado popular que “não se bate em cachorro morto” para retrucar o comportamento do governador. “Nesse caso, só posso dizer que não bato em roedor morto”, declarou o ex-prefeito.

Arthur Neto lembrou que o próprio MInistério da Saúde é quem registrou os avanços na rede de Atenção Básica de Saúde em Manaus, apontando qe ele encerrou seu mandato como prefeito de Manaus, deixando a cidade com o segundo melhor índice de cobertura em Atenção Básica dos últimos 13 anos – 66,85% (até outubro de 2020). O Ministério da Saúde (MS) começou a registrar o acompanhamento dos serviços prestados em Atenção Básica em Saúde à população em 2007. Até agora, o maior índice registrado por Manaus havia sido de 67,04% em agosto de 2008.

“Se considerarmos a entrega das várias Clínicas da Família que fizemos em dezembro do ano passado, que entraram em funcionamento imediato para atender casos de Covid-19 e outras Síndromes Gripais esse número chega bem perto aos 70%. É um recorde!”, afirmou Arthur Neto, destacando também o importante papel desempenhando pelos profissionais de saúde do município.

Genocida

O ex-prefeito Arthur Neto, diplomata de carreira e respeitado internacionalmente por sua postura em defesa da Amazônia, desde o agravamento da pandemia e, sobretudo, a partir da crise do oxigênio, vem usando suas redes sociais para denunciar a negligência do governo estadual com a saúde pública. “Esse rapaz [governador] é um genocida. Ele segue a mesma linha de loucura e perversidade do seu presidente Jair Bolsonaro”, finalizou.

Arthur Neto lembrou ainda, que antes mesmo da confirmação do primeiro caso do novo coronavírus em Manaus, já determinou a criação de um Plano Municipal de Enfrentamento à Covid-19 e a ativação da Sala de Situação da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) para monitoramento e controle da doença.

O ex-prefeito destacou que a prova incon testável de que nunca se omitiu diante do sofrimento da população foi a criação do Hospital Municipal de Campanha, no mês de abril de 2020, momento em que a rede estadual de saúde estava colapsada e faltavam leitos para receber os pacientes graves. A unidade funcionou por pouco mais de dois meses, em parceria com a iniciativa privada, encerrando as atividades após a confirmação de estabilidade dos casos e baixa procura por leitos nos hospitais do Governo do Estado.

“Infelizmente, vemos agora a mesma cena se repetindo, e pior, além de leitos faltou oxigênio. É um total despreparo ou má vontade”, lamentou Arthur Neto. “Não acho que seja o momento para dar desculpas esfarrapadas e procurar jogar a culpa para outras pessoas. É hora de soluções, de tomar atitudes grandes e parar de apequenar os problemas do nosso Estado”, concluiu.

Balanço Saúde Gestão Arthur Neto

Priorizando os recursos do município para as ações de enfrentamento à Covid-19, incluindo seus efeitos econômicos, durante o ano passado foram realizados mais de um milhão de atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde da Prefeitura de Manaus, dos quais quase 240 mil nas chamadas Unidades Preferenciais aos casos de Covid-19.

Além disso, a atuação das quatro Unidades Móveis de Saúde e duas UBSs Fluviais – inauguradas na gestão Arthur Virgílio Neto – foram de fundamental importância para o atendimento às populações ribeirinhas e indígenas, levando testagem rápida e outros exames para comunidades mais isoladas.

E nessa atuação específica aos povo tradicionais, destaca-se a campanha #SOS Amazônia, encabeçada pelo ex-prefeito aos países ricos e que chamou atenção da ativista ambiental Greta Thunberg e de importantes líderes mundiais, como o presidente da França, Emmanuel Macron; a chanceler da Alemanha, Angela Merkel; e representantes de países como Estados Unidos da América, Portugal e Taiwan.