Não é fake, é fato!

 

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É público e notório que virou prática eleitoral a utilização de notícia falsa, a chamada fake news, para ganhar eleições no Brasil. Seja com o objetivo da autopromoção ou para atacar adversários, vira e mexe, lá vem mais uma fake news se espalhando feito rastilho de pólvora. E mesmo sendo a coisa mais absurda do mundo – tipo kit gay distribuído para crianças – tem muito abilolado que acredita! E ainda passa pra geral!

Mas, se a fake news é algo recriminável e deveria ser banida do universo on-line para todo o sempre, também me revolta o fato de que tudo aquilo que os políticos não gostam quando é publicado, ou acham que é negativo para suas candidaturas passa, num passe de mágica, a ser chamado de fake news. E o pior é que até a Justiça Eleitoral considera desta forma e determina a retirada da publicação sem sequer constatar se é fake realmente. Afinal, tem caso que não é fake, é fato!

Mesmo com informações que são retiradas das próprias redes sociais dos candidatos, de sites oficiais da Justiça eleitoral ou que são de domínio público, já que fazem parte da trajetória política desses candidatos, eles se acham no direito de reclamar à Justiça eleitoral que estão sendo alvos de fake news. E o pior é que a Justiça eleitoral muitas vezes manda retirar a informação como se fosse a mais deslavada mentira!

E se uma mentira publicada como verdade pode mudar a história de uma eleição, fazendo com que o político mau caráter se eleja, contando com a credulidade do povo mais humilde, o contrário também pode ser nefasto. Uma verdade que deixa de ser dita, porque foi tachada como mentira e censurada pela Justiça eleitoral, também deixa o povo na ignorância e o candidato demagógico impune.

Assim como o eleitor, a Justiça eleitoral tem o dever patriótico de julgar com isenção o que é fake e o que é fato.