Não senti orgulho de ser amazonense!

A votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAS) do Senado Federal foi algo de “encher os olhos”  e de dar orgulho . Os políticos amazonenses, por um breve momento (breve mesmo, viu) esqueceram as diferenças  e lembraram que apenas uma semelhança era importante nesse momento, os interesses do Amazonas e de seu povo. Em contrapartida, as imagens que vi de Eirunepé, de como o Poder Público trata aqueles cidadãos do Amazonas, foi de dar vergonha. A gente aqui no Radar não quer ser dramático (nem gostamos porque somos adeptos de uma boa risada), mas estão “matando” o povo de Eirunepé!  O tratamento dado à população nos lembrou a música “Vida de Gado”, do Zé Ramalho. Aquela gente está sendo exposta não só a bactéria da brucelose, mas a todo tipo de contaminação. Estão levando o povo de Eirunepé para o “matadouro”. E, o mais vergonhoso, é que quem faz isso teria a obrigação de defender aquele povo!

Batendo recordes

Eirunepé bateu recordes de casos de heptite B, e agora é muito preocupante o número de casos de hepatite D, também chamada de hepatite Delta, uma manifestação ainda mais grave da doença.

Enquanto isso…

E, enquanto dão comida contaminada para o povo, o prefeito de Eirunepé, Antonio Bara (apelido que ele incorporou ao nome como fez a xuxa) Neto (PSD), foi chamado para um almoço com o governador Omar Aziz (PSD). Será que eles experimentariam algo no cardápio (é mais chique escrever menu?), um “prato especial”, feito com  aquela carne do matadouro de Eirunepé?

É muito barabadá!

Pooooode, um agente publico que se preza ser chamado de Bara? Você procura em tudo que é canto, no google, até no TRE, o nome do prefeito de Eirunepé, e aparece somente Bara. E aí o povo aqui do Radar não perdoa, um gaiato lembrou uma expressão do “dialeto gay”, e colocando pra fora seu lado “mona” (tratamento carinhoso entre homossexuais), deu um gritinho: “Esse cara é o maior barabadá, amiga!”

Terra dos predestinados

E, ao ver de que forma está vivendo o povo de Eirunepé lembrei de uma matéria que fiz há anos, “A República de Eirunepé”, e que nem foi publicada (foi parar na censura da lixeira da redação), porque, nesse tempo, não se podia nem pensar em criticar os “predestinados” filhos de Eirunepé que mandavam na política do Amazonas . Só uma caboca (licença poética já que o certo é cabocla) pávula e enxirida (licença poética de novo porque o certo é enxerida) como eu pra querer fazer uma matéria dessas. Nesses tempos, todo mundo queria ser do clã de Amazonino Mendes, o predestinado filho de Eirunepé que veio de um distante seringal, pra revolucionar o Amazonas. Todo mundo era de Eirunepé. Se tivesse nascido por aquelas bandas de lá, em algum município próximo, já virava eirunepeense. Deu até bate-boca na redação porque disseram que eu errei, o Melo (José) não era de lá (mas dizia que era). E tanto nome ilustre nessa lista… E, aí, fico pensando, como esses homens tão orgulhosos da terra que nasceram deixam Eirunepé viver no esquecimento e seu povo ser tratado com desrepeito? Cadê, os predestinados? Cadê Amazonino?