Nesse cabo de guerra quem sofre é o povo

Que existe um cabo de guerra entre as empresas médicas e o Governo do Estado, isso é público e notório! E essa história vem de anos, passando de governo pra governo. Mas, quem está no meio dessa disputa, parece ser invisível aos olhos de muitos, o povo que precisa da saúde pública.

O presidente do Instituto de Cirurgiões do Estado do Amazonas, alegando que o governo não paga há cinco meses, anunciou paralisação parcial dos serviços da cooperativa médica, a partir deste final de semana. Já o Governo diz que grande parte da dívida é do governo passado e que não há recursos para pagar dívidas de anos anteriores.

E as alegações e acusações de ambos os lados têm sido feitas através da imprensa, atingindo até mesmo o estágio de ameaças de paralisação, de um lado (empresas médicas), e de outro ameaças de prisão e multa diária de R$ 200 mil, usando uma determinação judicial anterior.

Faz-se até mesmo, por parte do Governo, acusações graves, como por exemplo, que as empresas médicas não prestam os serviços que deveriam prestar, que médicos cobram por plantões que não fizeram. Mas se isso é verdade porque todos os Governos, não só esse, mantêm os pagamentos dessas empresas? Porque não abrem licitação para empresas de todo o país? Ou porque não criam a carreira médica, como bem defendia rotineiramente – parecia até um mantra! – um dos principais membros desse atual governo, o então deputado estadual e hoje secretário de educação do Estado, Luiz Castro?

E não menos graves são as acusações por parte das empresas que prestam serviços médicos ao Estado. Vão desde os seguidos calotes dados por diversos governos estaduais nos profissionais da área de saúde, até intimidações, perseguições e constrangimentos. Mas porque essas empresas ainda fecham contratos com governos caloteiros, autoritários e desrespeitosos?

O Radar não tem essas respostas mas vamos atrás delas, porque aquilo que não é mais admissível é o povo continuar sofrendo nos hospitais e ainda pagando a conta!