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Ney Matogrosso se destaca em tributo a Cazuza no Rock in Rio

ney mato grosso

A presença de palco impactante de Ney Matogrosso, com performance emotiva, foi a melhor parte da homenagem a Cazuza no Rock in Rio 2013. O show foi o primeiro do Palco Mundo  – sem contar a introdução da Orquestra Sinfônica Brasileira – nesta sexta-feira (13), primeiro dia do festival.

O espetáculo, só com músicas do repertório de Cazuza, também teve boas participações de outros músicos mais jovens que Ney, como as de Rogério Flausino, especialista em puxar coros do público, e de Frejat, ex-colega de Cazuza e curador da noite. Os dois lembraram as canções de protestos de Cazuza em seus discursos.

Outros momentos, como a parte de Bebel Gilberto, não comoveram muito o público. Maria Gadú e Paulo Miklos também cantaram.

Às 18h25 o público respondeu a fogos de artifício com gritos de “Beyoncé”, que será a última atracão da noite. Os fãs jovens de Beyoncé, que dominam a parte da frente do palco, não pareceram conhecer muitos números do repertório de Cazuza, o que pode ter tirado um pouco do impacto da homenagem.

O show começou às 20h30 e durou 1h10, dez minutos mais do que o previsto. Paulo Miklos comandou versão vigorosa de “Vida louca vida” no início. A banda, reforçada e competente, tinha onze músicos na abertura, inclusive Roberto Frejat na guitarra. No blues “Down em mim”, o filho de Frejat, Rafael, assumiu a guitarra em bom solo.

“Exagerado” foi o primeiro momento de maior participação do público, com ajuda da entrada de Maria Gadú. Com ela, também ficaram “Faz parte do meu show” e “Bete balanço”, que, no entanto, não fizeram o show engatar.

Bebel Gilberto fez baixar a animação com “Todo amor que houver nessa vida”. Às vezes com algum esforço e em outras olhando para baixo, ela não conquistou o público. Ela ainda fez confusão e chamou Rogério Flausino antes da hora. Bebel ainda cantou “Preciso dizer que te amo” antes de o cantor entrar, chamado pelo nome da sua banda, Jota Quest.

Juntos, Bebel e Flausino cantaram “Solidão que nada”. A maior experiência dele com o Palco Mundo, como no bom show de 2011, fez o show começar a ganhar vigor. À vontade com a multidão, cantou “Nosso amor a gente inventa”.

‘Canções de protesto’

“É incrível como as canções de protesto no Brasil não envelhecem nunca”, disse Flausino, após lembrar a participação de Cazuza com o Barão Vermelho no primeiro Rock in Rio. Em “Ideologia”, Flausino colocou o dedo do meio em riste.

A entrada de Ney Matogrosso mudou o clima do show. A entrega do cantor no palco foi a única que ficou à altura do próprio Cazuza. “Codinome beija-flor” ganhou aplausos antes mesmo de terminar. Ele também cantou “O tempo não para” e “Brasil”.

O jogo estava ganho para Frejat. Ele entrou após montagem no telão com imagens de Cazuza com o Barão Vermelho no palco, antes de “Porque a gente é assim”, que mesmo com o artifício não causou muito impacto.

“Cazuza ia estar adorando ver o povo nas ruas nas manifestações”, disse Frejat durante o show. A apresentação foi encerrada, em clima festivo, com todos os convidados de volta ao palco cantando “Pro dia nascer feliz”, com direito a fogos, reprisando o momento emblemático da participação de Cazuza e o Barão em 1985.

Fonte: G1

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