No cabidezão de emprego do governador tem cargo até pra marido da prima de juiz

Juiz Marco Antônio e Aládio

Juiz Marco Antonio Pinto da Costa (a esquerda) e Aladio Correa , com um amigo em um restaurante no Rio de Janeiro

Se você pensa que no cabidezão de emprego do governador professor José Melo, na Casa Civil, só tem cruzeta – nesse caso, sinônimo de cargo comissionado – pra filha, irmão, cunhadas, sobrinha…enfim, aqueles parentes diretos de membros da Corte de Justiça do Estado, se enganou redondamente. Lá tem cruzeta pra pendurar até marido de uma prima do juiz Marco Antonio Pinto da Costa. O nome dele é Aladio Correa Junior e o cargo comissionado é de Consultor Técnico Legislativo IV, com salário de R$ 5,229,77 (cinco mil e duzentos e vinte e nove reais e setenta e sete centavos)

O juiz Marco Antonio Pinto da Costa tem cruzeta de todo tipo no Cabidezão de emprego da Casa Civil de Melo, desde as duas cunhadas, Janaina Pitaluga Moreno e Luciana Pitaluga Moreno, que ganham o mesmo salário de Aladio Correa, R$ 5.229,77 – até os centavos iguais pra não gerar pendenga familiar, né mesmo meu povo? – até o irmão, Djalma Martins da Costa Junior, ambos filhos do desembargador Djalma Martins. Djalma Martins Junior, por sua vez, ganha mais que os outros familiares, o salário é de R$ 6,500,00 (seis mil e quinhentos reais), o mesmo salário da filha da ex-presidente do TRE, desembargadora do TJAM, Socorro Guedes – dessa vez pra não gerar uma pendenga judiciária!

E esse Cabidezão do professor Melo custou nada menos que R$ 34,8 milhões para os cofres públicos no ano passado e, somente nesses primeiros meses do ano já ultrapassou gastos de R$ 20 milhões com 568 funcionários que ninguém sabe nem por onde andam já que na Casa Civil não estão.

Por acaso – será, caro leitor? – o juiz Marco Antonio Pinto da Costa quando estava ocupando uma cadeira no Tribunal Regional Eleitoral deu seguidas decisões favoráveis a defesa do governador José Melo, o que fez com que os processos por crime eleitoral contra o governador ficassem devagar, quase parando. Tem deles que não andou foi mais passo nenhum.

E euzinha não resisto em contar aos leitores do Radar situações um tanto absurdas – me controlei pra não escrever expressão grosseira – quando chequei informações repassadas por uma fonte do Judiciário sobre o marido da prima do juiz Marco Antonio Pinto da Costa. Imagina, meu povo, que a prima do juiz Marco Antonio Pinto da Costa, cujo marido está lá no Cabidezão de emprego do professor Melo, em seu Facebook, tem dezenas de postagem contra corrupção, exaltando o juiz Moro, comemorando o fato de Temer ter assumido a presidência da República, esculhambando Dilma e largando a peia em artistas que, segundo a senhora, são vagabundos que só querem se beneficiar da Lei Rouanet, sem trabalhar.

Chico Buarque de Olanda

A esposa de Aládio Correa Junior, prima do juiz, é uma ativista contra corrupção e artistas “vagabundos”

Uma dessas postagens, a que mais me chamou a atenção, tem uma caricatura de Chico Buarque e a paródia de uma de suas músicas, de nome A Banda, dizendo o seguinte: “Estava à toa na vida, o Michel Temer chamou. Vai trabalhar vagabundo. Que a Lei Rouanet acabou”. Vale destacar que Aladio Correa Junior, assim como os outros parentes e aderentes de apaniguados do governador que estão na Casa Civil, nunca foram trabalhar. É aquele velho negócio; quando os outros fazem, é corrupção, quando somos nós, é esperteza, né gente?   A música cabe como uma luva! (Any Margareth)