No Careiro, paciente urina em garrafa PET por falta de coletor que custa R$ 8

As informações que chegam ao Radar levam a crer que, se a situação na área de saúde já está ruim na capital, que dirá no interior do Estado. O atendimento médico a população está sendo feito de forma precária e improvisada. Na maioria dos casos faltam medicamentos, equipamentos e materiais básicos, como no caso em que um paciente foi obrigado a utilizar uma garrafa PET para urinar, porque a Unidade de Atendimento Hospitalar do município de Careiro (a 90.6 km de Manaus) não tinha um coletor de urina masculino. E olha que o material, conhecido popularmente por “papagaio” custa em média R$ 8 (oito reais).

A situação, fora dos padrões médicos corretos, sem falar do constrangimento enfrentado por esse paciente, foi registrada em foto e alvo de denúncia do vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) do Careiro, Daniel Simões, que teria sido afastado do cargo em represália por ter denunciado à Promotoria do Ministério Público do município irregularidades no conselho..

Vale lembrar que no município do Careiro existe o Hospital Deoclécio dos Santos, que é do Estado e está fechado para reforma há 5 anos, desde os tempos de Omar Aziz e José Melo, o que faz com que as pessoas que necessitam de atendimento médico-hospitalar sejam atendidas de forma precária em um local alugado pelo município.

Daniel Simões retira dos funcionários da unidade de saúde qualquer responsabilidade sobre o que está acontecendo.

“Eles trabalham em péssimas condições e mesmo sem estrutura fazem milagres improvisam na tentativa de melhor atender à população”, afirma.
Motivo político

Já a secretária de saúde do Careiro, Aldineia Silveira, apesar de confirmar a denúncia na íntegra, dizendo reconhecer que no hospital improvisado faltam equipamentos e materiais médicos necessários, prefere apontar motivos políticos para a situação caótico da saúde na cidade, ao invés de cobrar a responsabilidade do Estado.

Ela sabe de quem é a culpa já que diz: “Estamos esperando o hospital reformado ser entregue porque o atual, que é alugado, não tem estrutura adequada. Isso é responsabilidade do Estado. Mesmo assim, a secretária ataca o denunciante: “Esse cidadão que denunciou fez por motivo político”, retruca.

Fonte: Portal do Careiro