No Governo do professor Melo, escola que foi reformada por mais de R$ 10,5 milhões vai ter nova reforma de R$ 3,8 milhões

Melo 03 e Documento

Inversamente proporcional ao corte de gastos feito pelo Governo do Estado até mesmo em áreas prioritárias como saúde e educação, e onde servidor público tem que trabalhar com fome até às 14hs porque o ticket alimentação foi cortado, não parece estar faltando dinheiro para pagar construtoras que prestam serviço a administração do professor Melo. Um desses casos é o da Construtora Progresso que vai receber R$ 3,8 milhões por obras que, segundo o contrato, devem durar apenas quatro meses (120 dias) na Escola Estadual de Tempo Integral Djalma Batista (na avenida Rodrigo Otávio, no Japiim, em frente à Ufam). Acontece que isso poderia ser chamado de reforma da reforma já que essa escola foi reformada por algo em torno de R$ 10,5 milhões e reinaugurada em fevereiro desse ano.

Esse assunto veio à baila em pronunciamento feito pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB), na sessão plenária desta terça-feira, 3 de maio, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A parlamentar oposicionista disse achar no mínimo estranho o fato da escola, que foi reinaugurada em fevereiro, precisar de novas obras dois meses depois, com investimento em torno de 40% do valor original.

Para Alessandra, o contrato é, no mínimo, suspeito. A deputada enviará ofício à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) solicitando informações sobre os detalhes das novas obras no Ceti Djalma Batista. Ela adiantou que fará uma inspeção na escola.

“A Seduc acabou de publicar um contrato de mais R$ 3.8 milhões para fazer obras complementares, ou seja, agora além do aditivo eles encerram o contrato e fazem um novo de obras complementares. É a nova esperteza do Governo, mais R$ 3,8 milhões para escola Djalma Batista”, afirmou Alessandra, complementando: “Ou o projeto foi mal feito ou a empresa não fez todo o trabalho ou então é mutreta pura, que é o mais provável”.

Estrutura da escola

Segundo as informações oficiais, a Escola Estadual de Tempo Integral Bilíngue Português/Japonês Professor Djalma da Cunha Batista conta 19 salas de aula, salas de leitura, quadra poliesportiva, piscina semiolímpica, auditório, biblioteca, sala de artes, laboratório de ciências, brinquedoteca, videoteca, laboratório de informática, refeitório, sala de jogos, gabinete odontológico, enfermaria, sala de descanso e academia. Todo o espaço escolar é adaptado para o atendimento a pessoas com necessidades especiais.

A escola recebe 760 estudantes, oferecendo atendimento educacional na modalidade de tempo integral em ensino fundamental do 6º ao 9º ano. A instituição de ensino conta ainda com 50 profissionais, sendo 40 professores e dez servidores administrativos.

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