No Joãozinho, médico improvisa máscara para poder atender criança com tuberculose

Print da denúncia de falta de máscara cirúrgicas

Ao mesmo tempo em que têm recebido homenagens no Brasil e no mundo, inclusive em Manaus, pela dedicação e coragem na luta por salvar vidas durante a pandemia de coronavirus, os profissionais de saúde do Amazonas têm até que improvisar nos hospitais porque falta de tudo, inclusive as chamadas EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) como máscaras, luvas batas, gorros, óculos e aventais.

“Não podemos ir para uma guerra sem as nossas armas” diz a vice-presidente do sindicato dos Médicos, Patricia Sicchar, fazendo uma analogia com a “guerra” enfrentada pelos profissionais de saúde nos hospitais só que, o governo não tem fornecido as “armas” para que atuem com segurança. Patricia conta que os hospitais continuam superlotados e os profissionais de saúde tendo que fazer o possível e o impossível para atender os doentes.

No mesmo momento em que estou conversando com a médica, chega uma imagem de um médico do Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste, mais conhecido por Joãozinho, que conta ter tido que improvisar uma máscara para não deixar de atender uma criança com tuberculose.

Patricia Sicchar diz que todos os dias chegam denúncias da falta de EPIs nas unidades de saúde do Estado e que já denunciaram várias vezes isso e a Susam não toma providências. Diante disso, a médica diz que acha que a única alternativa vai ser levar o problema a Justiça. “Acho que vamos ter que judicializar como fez o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro”, explica.