No último dia de prazo regimental, prorrogação da CPI da saúde não é votada na Aleam; deputado ressalta indignação

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A falta de quórum, pela terceira vez consecutiva em menos de uma semana, foi responsável por encerrar os trabalhos da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) nesta teça-feira (29), impedindo mais uma vez a votação pela prorrogação por mais 60 dias da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que se encerra hoje. Diante dessa situação, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), que defendia a manutenção da comissão que investiga irregularidades em contratos firmados na saúde pública do Estado, expressou sua indignação com o tempo da Sessão Ordinária híbrida que durou apenas 12 minutos e a ausência de parlamentares na Casa, motivo que impossibilitou a votação.

“Às 10 horas da manhã, a Assembleia Legislativa deixou de trabalhar pelo terceiro dia consecutivo por falta de quórum, numa manobra clara de esvaziamento por parte do governo. Isso é grave, estamos deixando de apreciar matérias importantes, principalmente a prorrogação da CPI da Saúde. Isso é antiético e fica aqui o meu repúdio à atitude do Executivo e a Assembleia que deixa de cumprir o seu papel de fiscalizar”, afirmou Barreto.

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O parlamentar ponderou que a atitude da base governista em não votar pela continuidade ou não da CPI da Saúde é desleal.

“Você perder no voto é normal, mas não querer nem discutir a matéria e nem justificar pela manutenção de uma Comissão que entrou para a história desta Casa, isso é desleal, é antidemocrático”, pontuou o titular da CPI da Saúde.

CPI da Saúde

Na tarde desta terça-feira (29) os membros da CPI realizaram a última reunião para apreciar o relatório final da comissão, que será entregue pelo deputado Fausto Júnior (PRTB), relator da CPI, onde Wilker salientou que já tem seu juízo de valor. “Vamos apreciar a apresentação do relatório e, na minha opinião, o primeiro nome dessa lista é o do governador Wilson Lima, chefe de quadrilha como bem disse a PGR e principal responsável por todas as atrocidades cometidas com o dinheiro público e com o povo do Amazonas durante um ano e meio, principalmente durante a pandemia da Covid”, finalizou.

(*) Informações da assessoria