“Nosso povo não merece liderança do submundo das rachadinhas, das milícias e da ditadura”, diz Arthur sobre ataques de Bolsonaro em vídeo

Foto: Alex Pazuello

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, reagiu às críticas e ofensas do presidente Jair Bolsonaro feitas a ele durante reunião ministerial, realizada no dia 22 de abril, e divulgada em vídeo nesta sexta-feira (22), pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A reunião mostrada no vídeo é a mesma citada pelo ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, onde Jair Bolsonaro ameaçou interferir na Polícia Federal. Na ocasião, Bolsonaro faz duras críticas às medidas de combate ao coronavírus adotadas pelo prefeito Arthur.

“Os insultos do presidente Bolsonaro, dirigidos a mim e a outros homens públicos, representam um verdadeiro “strip-tease moral” feito por quem não tem a mais mínima condição de governar o Brasil”, disse Arthur em nota enviada à imprensa.

“Nosso povo merece acatamento e não a submissão a uma liderança do submundo das “rachadinhas” e das milícias, do submundo da ditadura e das torturas”, continuou o prefeito, afirmando que Bolsonaro transforma a solenidade de uma reunião de ministério em uma conversa de “malandros de esquina”.

Para Arthur, ao declarar-se contra o isolamento social, Bolsonaro torna-se cúmplice das mortes causadas pela covid-19. “O presidente da República, em seu criminoso boicote ao isolamento social, em seu desprezo aos indígenas, em seu apreço a garimpeiros que poluem rios, sonegam impostos e invadem áreas indígenas, é claramente cúmplice de tantas mortes causadas pelo Covid 19. Trata-se de um ser despreparado, inculto e deseducado”.

“Não gosta de mim? Que bom. Sinal de que estou no lado certo da vida. Também não gosto da ditadura que já nos massacrou e que ele gostaria de reviver. Daqui a pouco mais de dois anos, o país estará livre de tão diminuta e mesquinha figura”, concluiu o prefeito.