Nova York diz: “vade retro” Bolsonaro!

Pelo jeito, lá pelas bandas do Tio Sam, só quem parece ter ficado só love com o presidente Jair Messias Bolsonaro é sua versão norte-americana melhorada – só um nadica de nada -, o presidente Donald Trump. Foi só a Câmara de Comércio Brasil-EUA decidir dar um prêmio de “Pessoa do Ano” para Bolsonaro que, instalou-se, algo parecido com “expulsa espírito malfeitor” nos cultos de descarrego de determinadas igrejas evangélicas. O mínimo que se ouviu foi algo semelhante a expressão em latim“ Vade Retro”, que em português significa afastar alguma coisa, e no caboclês de euzinha, significa passa fora e pega o beco.

Dois locais que estavam sendo cogitados para a realização da entrega do prêmio se recusaram a sediar o evento. Nem o Museu de História Natural de Nova York quis servir de sede para a entrega do prêmio da Câmara de Comércio à Bolsonaro, alegando que “a homenagem à Bolsonaro não refletia a necessidade urgente de se proteger a floresta amazônica”. O que não se pode dizer que é mentira, levando-se em consideração que o Governo de Bolsonaro quer acabar com o único modelo de desenvolvimento para o Amazonas que mantém a floresta em pé.

E, como se não bastasse, não ter mais nem lugar pra fazer a entrega do prêmio à Bolsonaro, os patrocinadores não quiseram mais dar um centavo para o evento. Mas o capítulo final desse “vade retro” ficou por conta do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que é do partido Democrata, sigla rival ao partido Republicano de Donald Trump, que em muitas coisas parece irmão siamês de Bolsonaro.

Bolsonaro provou do próprio veneno. Ele que gosta de avacalhar os outros, foi avacalhado internacionalmente com as declarações de Bill de Blasio que disse coisas do tipo: “o ódio de Bolsonaro não é bem vindo em Nova York”.

E, Bolsonaro que adora fazer deboche com tudo e com todos, foi alvo do deboche do prefeito de Nova York quando anunciou que não iria mais aos Estados Unidos receber o prêmio. Bill de Blasio só faltou dizer que Bolsonaro correu pro mato pra se esconder das manifestações contrarias a ele. “Valentões normalmente num aguentam um tranco”, ironizou o prefeito de Nova York.